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Usina nuclear de Angra 2 receberá nova tecnologia de monitoramento em tempo real

Publicado em 23 janeiro 2016

Uma nova tecnologia está a caminho da usina nuclear de Angra 2. Após anos de planejamento, a unidade finalmente passará a contar, a partir de maio deste ano, com um novo detector de neutrinos, ferramenta utilizada no monitoramento em tempo real do nível de atividade do reator. O equipamento, que deverá ter sua viabilidade técnica avaliada pela Eletronuclear, foi totalmente produzido no Brasil. Colado à parede externa do reator nuclear, a tecnologia também terá como função a salvaguarda de proteção do lixo nuclear.

O projeto final, que vem recebendo apoio da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), conta com recursos de diversas entidades brasileiras, entre elas a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). O instrumento foi projetado com tecnologias nacionais e servirá como proteção à retirada de combustível nuclear de forma não declarada.

O novo detector ficará encostado na parede externa da usina, a cerca de 30 metros do reator. Com o novo equipamento, a Eletronuclear poderá monitorar o fluxo de neutrinos e aferir, por meio deles, o nível de atividade na planta.