Notícia

Jornal de Jundiaí

Usina de processamento "travou"

Publicado em 07 dezembro 2008

A construção de uma usina de processamento de entulho era um dos quatro tópicos do tema 'Meio Ambiente', do plano de governo do prefeito Ary Fossen. De acordo com o projeto, a usina complementaria o Centro de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, criado anteriormente. No plano, Ary divulgava que, com a usina, Jundiaí se tornaria modelo de saneamento básico no Hemisfério Sul. A proposta, entretanto, ficou apenas nas páginas do plano tucano.

De acordo com informações da assessoria de imprensa da Prefeitura, a usina "não aconteceu, mas é algo desejável". Segundo eles, além da criação da usina, há a necessidade de articular com empresas de caçamba e mercados para que ocorra a vazão do produto. "É uma meta", informa a assessoria, faltando menos de um mês para Ary deixar o Paço.

Enquanto este item ficou no papel, a preservação da Serra do Japi teve avanços nos quatro anos em que a cidade foi administrada pelo tucano. Implantar o Sistema de Proteção da Serra do Japi, por meio de uma gestão integrada e participativa da sociedade, e ampliar o território da reserva biológica eram as metas de Ary Fossen no item "A Serra do Japi é sagrada".

Segundo a Prefeitura, o Sistema de Gestão da Serra - implantado através da lei número 417, de 29 de dezembro de 2004 - foi cumprido à risca por Ary, que ainda constituiu o Conselho de Gestão da Serra do Japi. "O conselho tem participado efetivamente da gestão do território da Serra, acompanhando atividades de desapropriações, entre outras ações", informa o Executivo.

O prefeito desapropriou terras na reserva biológica, promoveu o manejo na Serra e comprou áreas como a cachoeira da Morangaba, além de ter construído o portal do Santa Clara. Um convênio com a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) permitiu melhorias nas instalações da Base Ecológica. Hoje, a Prefeitura realiza licitação para reforma do prédio da base.

Um programa de recuperação e proteção dos ecossistemas das bacias dos rios Jundiaí, Jundiaí-Mirim, Capivari, Jundiuvira, Ribeirão Caxambu e Córrego da Estiva ou Japi também estava entre as propostas. Segundo a Prefeitura,  a maioria das ações foi executada pela DAE, que mantém o programa de recuperação da Mata Ciliar. Já a Secretaria de Serviços Públicos fez a recuperação de áreas de córregos.

O último ponto do plano abordava o incentivo ao plantio de árvores, especialmente nas margens dos cursos de água. O projeto foi colocado em prática parcialmente: a DAE fez o plantio em zonas rurais, como o Córrego do Mato, mas, em zonas urbanas, nada ocorreu. De acordo com a administração, "os problemas de enchente e saneamento básico inviabilizariam o plantio".