A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) divulgou na terça-feira (5) um estudo sobre o uso de máscaras de pano durante a realização de exercícios físicos. O estudo concluiu que, embora possam causar desconforto, as máscaras não interferem nos padrões de respiração e fisiologia cardiovascular.
Realizado com homens e mulheres durante a prática de exercícios moderados e vigorosos, o estudo derrubou o mito de que o uso de máscara durante a atividade física seria prejudicial à saturação de oxigênio dos praticantes. O pesquisador da USP Bruno Gualano, autor do artigo, diz que “o uso da proteção não alterou significativamente o funcionamento corporal durante a prática de exercício.”
Os testes feitos permitiram que os cientistas analisassem o consumo de oxigênio e a capacidade respiratória.
Segundo o pesquisador, "as perturbações provocadas pela máscara foram muito pequenas, especialmente nas intensidades abaixo do esforço máximo", que são as que trazem maiores benefícios à saúde.
O autor do estudo alerta ainda que “as máscaras não podem ser usadas como muleta para que as pessoas não pratiquem exercício físico”, avalia Gualano.