Notícia

Secretaria de Ensino Superior (SP)

Univesp é marco de evolução do ensino superior do Estado

Publicado em 10 outubro 2008

Decreto que instituiu oficialmente o programa foi assinado pelo Governador

"Esta é uma data histórica, que marca o início de uma nova etapa na evolução do ensino superior em nosso Estado." Com estas palavras, o governador José Serra assinou nesta quinta-feira, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, o decreto que instituiu oficialmente o Programa Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo) no sistema de ensino superior paulista.

O Univesp é formado por um consórcio que reúne o governo do Estado, através da Secretaria de Ensino Superior, as três universidades estaduais (USP, UNESP e UNICAMP), a Fundação Padre Anchieta (TV Cultura), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), o Centro Paula Souza e a Fundação para o Desenvolvimento Administrativo Paulista (FUNDAP). O programa levará a todo o Estado cursos de graduação e pós-graduação com uso das novas tecnologias de informação e comunicação, como a transmissão de programas-aula por um canal exclusivo de TV digital da TV Cultura, pela Internet e também de forma presencial nos pólos avançados mantidos pelas universidades e demais instituições participantes.

Ao anunciar a criação do programa, o governador Serra destacou que "as universidades vão caprichar porque são as três melhores do país e não darão aula sem qualidade". E acrescentou: "Eu considero o Univesp uma das ações mais importantes deste Governo, porque vai ajudar a melhorar a educação no Estado de São Paulo."

Na apresentação que fez ao governador e aos presentes à cerimônia, o secretário de Ensino Superior do Estado, Carlos Vogt, destacou que o programa é um instrumento de democratização do ensino superior ao permitir que o aluno tenha acesso ao conhecimento a qualquer hora e de qualquer lugar e também pelo fato de se submeter às normas e metodologias acadêmicas estabelecidas pelas universidades participantes. O secretário mostrou em detalhes como será o funcionamento do Univesp: seus objetivos, recursos humanos e orçamentários envolvidos, estrutura funcional, cursos em elaboração, tecnologia utilizada em TV e internet, distribuição geográfica dos pólos avançados.

Cerca de 150 pessoas, na maioria acadêmicos, diretores de departamentos, reitores, pró-reitores, secretários de Estado e parlamentares assistiram à cerimônia de assinatura do decreto de criação do Univesp. Sentaram-se à mesa, ao lado do governador Serra, além do secretário de Ensino Superior, Carlos Vogt, o presidente do CRUESP (Conselho de Reitores das Universidades do Estado de São Paulo) e reitor da UNESP, Prof. Marcos Macari, o reitor da UNICAMP, José Tadeu Jorge, a reitora da USP, Profª Sueli Vilela, a secretária de Educação do Estado, Profª Maria Helena Guimarães Castro, o presidente da FAPESP, Celso Lafer, e o presidente da Fundação Padre Anchieta, Paulo Markum.

Como funciona

Os cursos serão gratuitos. Para isso, houve dotação orçamentária do Estado, da ordem de R$ 25 milhões/ano, para o projeto. "Não estamos tirando da verba das universidades", ressalvou o governador. "Deveríamos, porque é para o ensino superior publico, mas não estamos. E é para mostrar a importância que esse programa tem para nós", esclareceu o governador.

No início do programa, previsto para o próximo ano, haverá 5.000 vagas para a graduação no curso de pedagogia oferecido pela UNESP, 700 de licenciatura em iologia e outras 900 de licenciatura em ciências, ambas na USP.

Simultaneamente, serão desenvolvidos cursos de especialização (pós-graduação) voltados a professores da rede estadual de ensino, da 5ª série ao ensino médio. A expectativa é de que 110 mil docentes ingressem em 16 cursos (13 de disciplinas e três de gestão).

Alguns cursos de especialização já estão sendo estudados para implantação, como filosofia, sociologia, educação em direitos humanos, ética e saúde na escola, ciências, espanhol, gestão escolar, economia ambiental, vigilância sanitária, terapia intensiva integrada, ações em saúde, reabilitação de pacientes amputados.

O ingresso do aluno será feito por meio de um vestibular normal. Será publicado edital com informações sobre o processo seletivo. Ainda não há datas definidas, mas a expectativa é de que esses cursos já comecem a funcionar em março de 2009. Segundo o secretário de Ensino Superior, Carlos Vogt, o sistema de cotas obedecerá às atuais políticas das universidades, "que já contemplam, de alguma forma, esse aspecto fundamental da participação dos jovens na busca do ingresso no ensino superior. O que vamos fazer é continuar a respeitar essas políticas".

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Ensino Superior do Estado de São Paulo.