Notícia

Universia Brasil

Universo financeiro

Publicado em 30 janeiro 2007

Por Thiago Romero, Agência FAPESP

Mais de 780 verbetes usados no mercado de capitais foram reunidos em uma publicação inédita no país, de autoria da lexicógrafa Maria Tereza Camargo Biderman, professora aposentada da Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara (SP).
O Dicionário de termos financeiros e bancários, lançado no fim do ano passado na sede da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), na capital paulista, foi organizado com base em textos veiculados em portais na internet e publicações impressas de associações financeiras, federações, institutos de pesquisa e bancos. De 549 textos, oriundos de reportagens jornalísticas e livros institucionais, foram extraídas mais de 1,5 milhão de palavras.
"A partir dessa base textual informatizada, um programa de computador identificou 780 verbetes que foram citados com mais freqüência pelo universo financeiro. As definições de cada termo também foram extraídas dos textos do banco de dados e de informações da literatura especializada na área, cuja bibliografia completa está listada na parte final do dicionário", disse Maria Tereza à Agência FAPESP.
O público-alvo da publicação é composto de investidores, jornalistas, professores e estudantes de economia e áreas afins. "Com o advento da globalização, as operações financeiras, em especial as aplicações na bolsa de valores, tornaram-se mais acessíveis para a classe média brasileira. O objetivo central da obra é permitir que termos e práticas econômicas sejam conhecidos do grande público", aponta a pesquisadora.
Segundo Maria Tereza, cada verbete inclui uma palavra em português e o termo correspondente em inglês. Em seguida vêm a definição, indicação de sinônimos e citação de outros verbetes que ajudam a compreender melhor o significado de uma palavra. Indicações, em alguns casos, de leis brasileiras e outros documentos que embasam o conceito definido, de modo a detalhar a aplicação prática dos verbetes, também integram o conteúdo da obra.
"Apesar de todos os verbetes do dicionário terem sido traduzidos para a língua inglesa para facilitar a consulta de investidores estrangeiros, a grande maioria dos termos usados na prática financeira no país é expressa e escrita em português. É um engano acreditar que a economia brasileira foi ou está sendo colonizada pela língua inglesa", garante a autora.
A produção do Dicionário de termos financeiros e bancários, lançado pela Disal Editora, teve apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da FAPESP.
Mais informações: www.disaleditora.com.br. [Fapesp]