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Correio Popular

Universidades têm mais de 40 mil alunos

Publicado em 21 setembro 2003

Juntas, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC) têm 40 mil alunos em seus cursos de graduação, quase 15 mil nos programas de pós-graduação, cerca de 3 mil professores, nove campi, quatro unidades hospitalares e 30 bibliotecas, sem falar no quadro de funcionários, laboratórios, complexos esportivos e outros serviços que elas oferecem. Para seus representantes, integrar a FFC é, sobretudo, promover o desenvolvimento cultural de Campinas e região, fazendo a população tomar gosto pela ciência e pela tecnologia, e perceberem o quão presente ela se faz em seu cotidiano. Mais: é tornar o município ainda mais atrativo aos olhos dos investidores. "Campinas é uma das raras cidades brasileiras e latino-americanas que contam com um pólo de produção científica e tecnológica capaz de constar no mapa da ciência e da tecnologia mundial. Isto tem feito da cidade e da região um dos mais recomendados pólos para investimentos, atraindo oportunidades de dentro e de fora das fronteiras do País", comenta o reitor da Unicamp, Carlos Henrique de Brito Cruz. "Só este fato basta para dar à iniciativa da RAC, de tematizar as instituições de pesquisa existentes na cidade e em seu entorno, um sentido editorial dos mais justificados. Mais importante, porém, é a constatação de que, cada vez mais, as pessoas se interessam pelos assuntos da ciência por saberem que a ciência, tecnologia e inovação são, hoje, elementos essenciais para o desenvolvimento econômico e social de nosso País", completa o reitor. Criada por lei em 1962, a Unicamp começou a ser construída em 5 de outubro de 1966, gradativamente, ao longo das décadas de 70 e 80. Apesar de ser considerada uma instituição jovem, a Unicamp já conquistou forte tradição no ensino, na pesquisa e na prestação de serviços à sociedade. A universidade tem cinco campi - em Campinas, Piracicaba, Limeira, Paulínia e Sumaré - e compreende 21 unidades de ensino e pesquisa. Possui três unidades hospitalares e cobre 90 municípios, uma população de 5 milhões de pessoas. Tem, além de 25 núcleos e centros interdisciplinares, dois colégios técnicos e uma série de unidades de apoio, num universo onde convivem cerca de 30 mil pessoas e se desenvolvem milhares de projetos de pesquisa. Este ano, a Unicamp matriculou 13,6 mil alunos em 56 cursos de graduação e 12,7 mil, em 120 programas de pós-graduação. A universidade responde por 15% da totalidade de teses de mestrado e doutorado em desenvolvimento no País. Cerca de 90% de seus 1.800 professores atuam em regime de dedicação exclusiva e 94% têm titulação de no mínimo doutor. Dos 1.865 pós-graduandos que defenderam teses de mestrado e doutorado na Unicamp em 2002, mais de 60% contavam com bolsas de estudo de agências federais ou do Estado de São Paulo - Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Para facilitar a divulgação do trabalho realizado em seus campi, a Unicamp conta com um escritório de difusão e transferência de tecnologia, porta de entrada para os empresários que necessitam modernizar seus processos industriais, atualizar recursos humanos ou incorporar os frutos da pesquisa da universidade à sua linha de produção. PLANEJAMENTO Fundada há 62 anos, a PUC tem quatro campi em Campinas. A universidade possui 20,4 mil alunos em 41 cursos de graduação e 1,5 mil outros estudantes nos 48 cursos de pós-graduação. Tem 1.142 professores, a maioria com títulos de mestres e doutores, 1.507 funcionários, 76 laboratórios, 10 bibliotecas e um complexo esportivo com 24 quadras, salão de ginástica e dança, sala de musculação, piscina, campo de futebol, pista de atletismo e arena para vôlei de praia. A PUC registra, em seu hospital universitário e clínicas, cerca de 420 mil atendimentos por ano. Em 2003, o reitor, padre José Benedito de Almeida David, e o vice-reitor, padre Wilson Denadai, trabalharam para definir o Planejamento Estratégico Institucional, compromisso da PUC com a comunidade universitária e os órgãos superiores da educação nacional até 2010. Com base nesse documento, a universidade vai buscar o futuro que deseja: fomento, planejamento, acompanhamento e avaliação de projetos e atividades de extensão, buscando a integração da instituição com a sociedade. Com o anseio de chegar cada vez mais perto da comunidade, a PUC é uma das 11 entidades que dá suporte à Fundação Fórum Campinas. Seu reitor, padre David, presidente do conselho curador da FFC, aposta no trabalho conjunto para o desenvolvimento tecnológico, científico e cultural da cidade e da região. "Essas instituições, juntas e sem perder suas características peculiares, podem oferecer um grande salto de qualidade nos serviços que elas prestam à comunidade, colocando-se a serviço da qualidade de vida e da construção de uma nova cultura", afirma. A PUC, diz ele, cuja atuação é pautada pelas necessidades locais (de Campinas e região), vem se preparando para dar esse passo. "Estamos tentando vencer o desafio: construir cada vez mais alianças", afirma o padre David. Os primeiros frutos já estão sendo colhidos, garante o reitor. "As instituições de pesquisa estão saindo do isolamento e isso é um grande avanço. Uma entidade descobre o potencial da outra e essa complementariedade é o motor da FFC. A gente se apóia, cresce junto e isso reflete na cidade, na região."