A Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ocupam as primeiras posições no Ranking Universitário deste ano, realizado pela Folha de São Paulo. A Universidade Estadual Paulista (Unesp) também se destaca, ocupando o sexto lugar entre as 203 instituições avaliadas.
Esse reconhecimento é resultado do esforço coletivo de milhares de pessoas que contribuem para o funcionamento das faculdades, institutos, laboratórios, centros especializados, núcleos de pesquisa, observatórios, hospitais, museus e bibliotecas. Além disso, a força das universidades paulistas está no fato de estarem inseridas em um ecossistema de produção de conhecimento e formação de profissionais, que conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e está conectado a institutos de pesquisa públicos e privados, departamentos de empresas, estruturas estatais como o SUS e a rede pública de educação, e importantes instituições culturais.
Esse sucesso também se deve ao modelo de financiamento que destina uma porcentagem fixa da arrecadação do ICMS às três universidades e à FAPESP. Esse modelo, estabelecido por decreto estadual, garante autonomia às universidades para definir seus projetos acadêmicos, conscientizando-as sobre suas possibilidades e limitações, e as protege das incertezas políticas.
No entanto, a Reforma Tributária que está prestes a ser aprovada coloca em risco esse arranjo vencedor. Se um novo modelo de financiamento não for encontrado, as universidades públicas e a FAPESP poderão entrar em colapso.
Vale ressaltar que as universidades paulistas são as melhores que temos, mas não são o melhor que poderíamos ter. Nos rankings internacionais, essas instituições ocupam posições modestas entre as 100 ou 150 mais importantes do mundo. Portanto, estar no topo do ranking nacional não significa que elas possam se acomodar a regras que levem à mediocridade. A busca pela excelência deve ser constante.