Notícia

Celulose Online

Universidades de SP contratam novos pesquisadores para a área de bioenergia

Publicado em 18 agosto 2015

18/08/2015 – Encontrar meios para armazenar o dióxido de carbono (CO2) emitido durante a produção de bioenergia e usar esse gás na fabricação de compostos químicos de alto valor comercial. Este é um dos desafios que pesquisadores recém-contratados no âmbito do Centro Paulista de Pesquisa em Bioenergia, que passa a ser internacionalmente conhecido como SPBioenRC (SP BIOEN Research Center), encontrarão pelo caminho.

Outra meta será desenvolver sensores capazes de analisar as características do solo e orientar o uso personalizado de adubos e defensivos agrícolas, reduzindo custos, impactos ambientais e aumentando a produtividade nas culturas de cana-de-açúcar e outras de interesse. Identificar genes que, se modificados, facilitem a fermentação da celulose presente na biomassa para a produção de etanol de segunda geração.

Estes novos pesquisadores estiveram reunidos pela primeira vez em um workshop realizado na sede da FAPESP. “O objetivo era conhecer as linhas de pesquisa desses jovens que estão sendo contratados para auxiliá-los a trabalhar dentro da rede do BIOEN”, disse a coordenadora do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia, Gláucia Souza.

O diretor científico da Fundação, Carlos Henrique de Brito Cruz, lembrou que o SPBioenRC foi criado no fim de 2009 por meio de um convênio entre FAPESP, governo do estado de São Paulo, USP, Unicamp e Unesp. O objetivo era expandir as pesquisas na área de bioenergia e ampliar sua competitividade.

O acordo previa que o governo estadual financiasse a infraestrutura do novo centro, as universidades investissem na contratação de recursos humanos e a FAPESP financiasse os projetos de pesquisa que seriam desenvolvidos pelos novos pesquisadores. Também ficou acertada a criação do Programa Integrado de Doutorado em Bioenergia, oferecido conjuntamente pelas três universidades.

A pró-reitora de Pesquisa da Unicamp, Gláucia Pastore, conta que na Unicamp os esforços estiveram concentrados na construção do LABIOEN (Laboratório de Bioenergia da Unicamp), que abrange um novo prédio de 1.115 m2 previsto para ser concluído em dezembro de 2015, e um prédio existente de 2.990 m2 que foi reformado. Também foram contratados cerca de 10 novos pesquisadores e realizados workshops e eventos internacionais para divulgar os trabalhos em andamento.

Na Unesp, em dezembro de 2014, foi inaugurado em Rio Claro (SP), o IPBEN (Laboratório Central do Instituto de Pesquisa em Bioenergia), que vai trabalhar em conjunto com laboratórios associados que estão sendo construídos nos campi de Araraquara, Assis, Botucatu, Guaratinguetá, Ilha Solteira, Jaboticabal, São José do Rio Preto e na própria Rio Claro. Dois pesquisadores já foram contratados e outros três estão em processo de contratação.

No caso da USP, o trabalho que vem sendo realizado se encaixa numa temática mais ampla – a da bioeconomia. O desafio da instituição é contribuir para avanços não apenas em bioenergia, como também na área de saúde, agricultura, biomanufatura e mitigação de impactos ambientais.

Fonte: Ambiente Energia / Adaptado por CeluloseOnline