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Universia Brasil

Universidade Macquarie quer pesquisadores brasileiros

Publicado em 27 novembro 2008

Instituição firmou convênio com a Fapesp para estimular intercâmbio

 

A diretora de estudos hispânicos do Departamento de Línguas Européias da Universidade Macquarie (MQ), localizada na Austrália, Estela Valverde, se reuniu com o diretor-presidente da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), Ricardo Renzo Brentani. Durante o encontro, discutiram a possibilidade de criar um convênio para o desenvolvimento de projetos conjuntos e para estimular o intercâmbio de estudantes entre a MQ e universidades paulistas.

Do total de estudantes da MQ, 35% são estrangeiros. Desses, 84,6% são proveniente da Ásia e apenas 3,3% vêm da América Latina. Segundo Estela, mudanças recentes na legislação australiana determinaram que as universidades dedicadas apenas ao ensino terão verbas diminuídas, sendo esse um dos fatores que motivaram a instituição a expandir a pós-graduação stricto sensu.

Outro fator que levou à parceria com a Fapesp é a intenção da MQ de, até 2014, quando completará 50 anos, estar entre as 50 melhores universidades do mundo. Para atingir essa meta, no entanto, é necessário saltar mais de 200 posições no ranking mundial. Por conta disso, a principal estratégia consiste em aumentar a presença de pesquisadores latino-americanos na instituição, sediada em Sydney.

Segundo Brentani, existe proximidade entre as áreas de atuação da MQ e as prioridades da FAPESP em pesquisa. A MQ tem excelência em setores em que a Fundação mantém programas e projetos, como neurociências, mudanças climáticas, internet avançada, biodiversidade e ecologia.