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Universidade faz descarte ecológico de lâmpadas

Publicado em 27 agosto 2008

Pelo quarto ano consecutivo, o Instituto Mauá de Tecnologia realizou, no início de agosto, o descarte ecologicamente correto de lâmpadas fluorescentes. Foram descartadas cerca de 1.100 lâmpadas usadas nos campi de São Paulo e São Caetano do Sul do Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia e que se encontravam guardadas em depósitos da instituição.

O engenheiro Luís Henrique B. Cotrim, da Gerência de Manutenção e Serviços da Mauá, acredita que a iniciativa demonstra, de forma inequívoca, a preocupação da Mauá com a preservação do meio ambiente e certamente contribuirá para uma maior conscientização dos funcionários e alunos, podendo até mesmo "contaminar" as empresas terceirizadas que prestam serviços nos campi da Instituição.

Para a execução do serviço, o IMT contratou a empresa Tramppo Recicla Lâmpadas, parceira da RL Sistemas de Higiene, empresa responsável pela manutenção dos equipamentos de higiene instalados nos sanitários dos campi da Mauá e pelo fornecimento de suprimentos para a Instituição.

A Tramppo desenvolveu um equipamento que faz a descontaminação e separação dos componentes das lâmpadas fluorescentes, inclusive mercúrio, visando a reciclagem e posterior aproveitamento como matéria-prima para as indústrias; assim, nada é descartado em lixões ou aterros sanitários, reduzindo os riscos para o meio ambiente. "A vantagem é que o material é totalmente reciclado e nada vai para aterros sanitários", explica Luís Henrique.

Cuidados

O manejo impróprio de lâmpadas fluorescentes representa riscos à saúde e ao meio ambiente. As lâmpadas fluorescentes contêm mercúrio, vidro, alumínio, pó fosfórico, chumbo, zinco e silício, entre vários outros. O descarte inadequado do mercúrio é o que mais preocupa os especialistas da área da saúde. Metal pesado, com alto poder poluidor, se ingerido ou inalado o mercúrio pode causar efeitos nocivos ao sistema nervoso e cardiovascular.

Quando uma dessas lâmpadas se rompe, o mercúrio em seu interior é liberado em forma de vapor, que pode ser absorvido pelos organismos vivos. Se forem lançadas em aterros, contaminam o solo e os cursos d''água e, conseqüentemente, chegam à cadeia alimentar.

Segundo o engenheiro Luís Henrique B. Cotrim, o processo de descontaminação de cerca de 1.000 lâmpadas gera algo em torno de 260kg de vidro, 18kg de alumínio, 6 kg de pó de fósforo e 8g de mercúrio. "Todo material é reaproveitado por outras empresas: o vidro vira material decorativo ou espelhos, o alumínio é utilizado novamente como matéria prima, o pó de fósforo é usado na produção de tintas e o mercúrio vai para indústrias que fabricam termômetros".

O equipamento usado pela empresa Trampo alia tecnologia e sustentabilidade e foi desenvolvido com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Atualmente, a empresa encontra-se "incubada" no Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec) na Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP). De acordo com informações constantes do site da Tramppo Recicla Lâmpadas, apenas 6% das lâmpadas descartadas passam por algum processo de reciclagem.

Para mais informações sobre o processo de descontaminação e reciclagem de lâmpadas, acesse o site www.tramppo.com.br.