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Cruzeiro do Sul online

Universidade e indústria

Publicado em 08 dezembro 2003

Foi promovido sexta-feira pela Unesp, no câmpus de Sorocaba, um seminário entre lideranças do poder público e da iniciativa privada com agências e organismos de financiamento à expansão, pesquisa e desenvolvimento de empresas. A iniciativa representou importante contribuição a um diálogo mais direto, objetivo e prático entre organizações que, cada qual ao seu modo, estão comprometidas com o desenvolvimento e a melhoria da qualidade de vida na região. Pequenos e grandes empresários da cidade, congregados em torno de associações ou ainda dispersos, têm aspirações que dependem, para sua concretização, de contribuições da universidade pública e dos órgãos de fomento à produção. Tanto os órgãos que financiam e fornecem diretrizes de avanço quanto a Unesp desejam responder a essas solicitações. Poderão fazê-lo na medida em que elas sejam mais claramente formuladas e discutidas de modo mais objetivo. Sem prejuízo dessas pré-condições favoráveis, os níveis de cooperação alcançados até agora são modestos, em relação ao que é possível fazer. Aparentemente, isso ocorre porque, a despeito da imensa boa vontade de cada organismo relacionado com tais questões, tem faltado informação mais clara e oportunidade para contatos diretos. A reunião ocorrida na manhã de sexta-feira, na Unesp, deve ser destacada porque corresponde, no mínimo, ao início da ultrapassagem desse gargalo. Algumas das informações então divulgadas pelos agentes representados - Unesp, Fatec, Ciesp, Sebrae, Fapesp, Finep - provavelmente eram, em parte ao menos, conhecidas de alguns dos que ali estiveram. Mas, para outros tantos, podem ter representado uma absoluta novidade e a descoberta do caminho através do qual será possível desenvolver e colocar novos produtos e serviços no mercado. Essa aproximação geral das partes, proporcionada pela Universidade Paulista, vale como uma contribuição de alta valia a uma região complexa, com grandes desníveis de desenvolvimento, na qual a sua atuação está, de certo modo, apenas se iniciando. As conclusões e resultados desse primeiro contato provavelmente nada terão de espetaculares. Abriu-se, no entanto, um caminho, promoveu-se a aproximação dos organismos e das pessoas e uma tomada de consciência geral do muito que precisa ser feito para que o Sudoeste paulista ajuste seu ritmo ao do Estado como um todo. Tudo isso compõe, por mais pessimista que se tente ser, um início promissor.