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Planeta Universitário

Universidade de Bologna busca ampliar parcerias com universidades paulistas

Publicado em 18 março 2016

As oportunidades de apoio conjunto a projetos de pesquisas envolvendo pesquisadores italianos e brasileiros foram o tema central da visita do reitor da Universidade de Bologna (Unibo), Francesco Ubertini, à FAPESP na sexta-feira (11/03). Acompanhado por Roberto Bruno, adido científico da Embaixada da Itália em Brasília, Alessandra Scagliarini, pró-reitora de Relações Internacionais, e Fabio Fava, delegado para Pesquisa Industrial, Cooperação Territorial e Inovação da Unibo, Ubertini foi recebido pelo presidente da Fundação, José Goldemberg, e pelo vice-presidente Eduardo Moacyr Krieger.

Também fizeram parte da reunião Carlos Eduardo Lins da Silva, assessor da presidência, Bruna Cersózimo Arenque Musa, gerente de área de Ciências Biológicas e Agrárias da Diretoria Científica (DC) da FAPESP, e Marie-Anne Van Sluys, coordenadora adjunta da DC, que expôs à delegação italiana um perfil do sistema de ciência e tecnologia do Estado.

Os mecanismos de financiamento a pesquisas da FAPESP, incluindo programas específicos mantidos pela Fundação, também fizeram parte da apresentação, com destaque aos acordos e pesquisas em colaboração envolvendo instituições internacionais.

Em sua primeira visita a instituições de outros países como reitor, Ubertini disse que São Paulo ocupa um lugar estratégico para a expansão das pesquisas conjuntas da Unibo com instituições no exterior. “Em outubro vamos reunir reitores de diversas universidades latino-americanas na Universidade de São Paulo para a primeira edição fora da Itália da Magna Carta Università, evento que reúne diretores de diferentes universidades para discutir os princípios fundamentais e a vocação da universidade do futuro”.

De acordo com Ubertini, a colaboração futura deverá envolver também empresas italianas com atuação em São Paulo. Para isso, algumas áreas serão definidas e deverão receber atenção também por meio da Fundação Cultural Ítalo-Brasileira (Fibra), cuja sede está situada junto à sede histórica da Universidade de Bologna.

“A Fibra é financiada por instituições públicas e privadas e busca contribuir para atender ao interesse crescente da sociedade italiana pelo Brasil, um país comprometido com a produção de conhecimento, o desenvolvimento e a justiça social”, disse.

Para Goldemberg, a produção de conhecimento fomentada pela Unibo precede a universidade, conhecida pela excelência de suas pesquisas. “É uma honra receber os representantes da Universidade de Bologna, com quem certamente haverá muitas oportunidades de pesquisas em conjunto com as universidades paulistas”. Para isso, uma chamada conjunta de propostas de pesquisa será lançada em 2016, na esfera do acordo firmado em 2014 entre a FAPESP e a Universidade de Bologna. 

Atualmente com cerca de 100 mil alunos em suas 23 escolas, a Universidade de Bologna possui campi em Imola, Ravenna, Forlì, Cesena e Rimini e um centro em Buenos Aires, na Argentina. Chamada oficialmente Alma Mater Studiorum, ela oferece cursos de Artes, Direito, Medicina, Farmácia, Matemática, Engenharia, Agronomia, Medicina Veterinária, Arquitetura e Pedagogia. O semiólogo e escritor italiano Umberto Eco, recentemente falecido, foi o titular da cadeira de Semiótica na universidade.

Em São Paulo, além da FAPESP, a delegação italiana manteve encontros com o reitor da USP, Marco Antonio Zago, e representantes da Secretaria de Estado da Educação. 

Agência FAPESP