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Unitau recebe reconhecimento internacional

Publicado em 04 junho 2008

Por Marcos Limão

A pesquisa científica sobre bactérias bucais desenvolvida pela Unitau (Universidade de Taubaté), em conjunto com a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e a Universidade de Harvard, foi publicada na última edição do "Journal of Clinical Microbiology" --a publicação mais importante e concorrida sobre microbiologia. É a primeira vez que o nome da Unitau aparece na revista, que é mensal.

"A publicação valoriza demais a Unitau e a pesquisa. Isso demonstra a grandeza da Universidade", disse o pró-reitor José Roberto Cortelli, que é o idealizador da pesquisa e professor da Unitau há 18 anos.

O destaque do estudo é a abrangência da pesquisa sobre as bactérias que causam doenças perodontais --foram analisadas desde recém-nascidos até adultos desdentados. E o ineditismo do trabalho recai na existência de bactérias nas pessoas que não possuem dentes.

Ou seja, existem bactérias em todas as regiões da boca: na língua, nos dentes e na mucosa. A descoberta deve mudar o foco dos tratamentos preventivos.

Para o secretário-geral da ABO (Associação Brasileira de Odontologia), Nilton Miranda de Carvalho, a publicação da pesquisa coloca a odontologia brasileira em evidência e aumenta a importância para aquilo que não é dente, que representa apenas 20% da área da boca. "A pesquisa mostra o quanto a odontologia brasileira tem se destacado perante a comunidade acadêmica."

O dentista Rogério Billard, formado há 22 anos pela Unitau, confirmou que a boca possui um ecossistema próprio, mas frisou que ninguém ainda havia provado. "Como ex-aluno da Unitau eu só posso ficar contente."

APOIO - Bancada pela Fapesp (Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), o trabalho demandou três anos de estudo. Ao todo, participaram oito pesquisadores, sendo um professor e dois estudantes da pós-graduação da Unitau, um professor da Universidade de Harvard e um professor da UFMG.

Para a realização da pesquisa, foram recrutadas 330 pessoas da região do Vale do Paraíba, entre agosto de 2004 e julho de 2006.

Os grupos foram divididos em recém-nascidos, crianças, adolescentes, adultos e idosos. A divisão por faixa etária segue o modelo estabelecido pela OMS (Organização Mundial da Saúde).