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Gazeta de Ribeirão online

Unifran: parceira do conhecimento científico

Publicado em 19 dezembro 2009

Por José Aparecido da Silva

Análises cientométricas revelam que a região de Ribeirão Preto produz cerca de 5% dos artigos publicados em periódicos indexados, em sua maioria, redigidos em língua inglesa. Todavia, se considerarmos o conjunto das universidades público-privadas, num raio de 100 km de Ribeirão Preto, e a produção destas, também em revistas nacionais, nossa região chega a produzir de 15 a 20% de toda a produção científica do país. Nessa região são editoradas quase 30 revistas nas áreas de saúde, biológicas, exatas, humanas, engenharias e sociais, com participação ativa em conselhos editoriais de revistas internacionais de grande impacto. Deste modo, tanto em instituições públicas ou privadas, estes agregam sua produção científica para que o Brasil tenha destaque, alcançando 2,2% da produção mundial, num total, aproximado, de 40 mil artigos, anualmente.

Uma das universidades privadas que tem contribuído, substancialmente, é a UNIFRAN. Instituição oferecedora de 5 programas de pós-graduação (1 de doutorado e 4 de mestrado), bem conceituados pela CAPES. Impressiona o número de bolsistas de Iniciação científica, apoiados pela FAPESP (73) e pelo CNPq (13). Estes 86 bolsistas, apoiados por estas agências de fomento, já atestam a qualidade dos projetos ora em desenvolvimento na mesma. Também, a produção científica na área de Química e Farmácia é altamente qualificada, com docentes em contínuo intercâmbio com pesquisadores da UNESP e USP, inserindo artigos em periódicos de grande visibilidade. Em adição, seu Congresso de Iniciação Científica, anual, atesta que ciência é o ingrediente ativo para o desenvolvimento social da nação e da cidadania.

Também a qualidade do espaço físico, destinado aos seus laboratórios de pesquisa, impressiona, com alguns destes superiores, em muito, aos de muitas universidades. Conhecedor de muitas universidades internacionais, bem como, federais, estaduais, municipais e privadas brasileiras, visitadas em passado remoto e recente, enquanto assessor da CAPES e do CNPq, posso afirmar com propriedade, que os mesmos são muito melhores, e mais bem equipados, que os de muitas destas instituições, amplamente apoiadas por recursos públicos.

Neste contexto, se a região de Ribeirão Preto pode ser considerada grande produtora de conhecimento científico, isto se deve, também, a ela. Depreende-se, também, desta instituição, a preocupação em reduzir a distância entre a produção do conhecimento e a inovação tecnológica, refletida no registro de patentes. Na UNIFRAN, especificamente, há estudos focando as propriedades terapêuticas de produtos naturais, alguns destes, em vias de patenteamento. O que, certamente, trará riqueza para a região. Portanto, se a produção científica brasileira aumentou mais que 50%, nos últimos 5 anos, certamente, os pesquisadores da UNIFRAN colaboraram para isso.(José Aparecido da Silva é professor da USP-RP)