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Unifesp integra grupo que desenvolve ferramentas multimídia para programas de atenção básica

Publicado em 02 setembro 2009

Pesquisadores do Departamento de Ciência e Tecnologia da UNIFESP de São José dos Campos atuam, de forma colaborativa e multi-institucional com a Universidade de São Paulo (USP), no desenvolvimento do Projeto Borboleta, que visa substituir, gradualmente, as fichas de papel por smartphones no atendimento domiciliar das equipes de saúde.

O uso da tecnologia por profissionais de saúde que integram a rede de Atenção Básica Domiciliar permitirá a completa automação da cadeia de coleta de dados durante as visitas em campo, que ficarão armazenados em um servidor centralizado na unidade de saúde e poderão ser facilmente consultados.

O novo sistema integrará diversas tecnologias como smartphones, redes sem fio, GPS, Bluetooth, entre outras, que automatizará procedimentos que antes eram realizados manualmente pelas equipes de saúde. "Além dos dados tradicionais, o sistema permitirá coletar registros multimídia como voz, imagens e vídeos", afirma Arlindo Flavio da Conceição, professor de Sistemas Distribuídos da UNIFESP de São José dos Campos e coordenador dos Serviços Multimídia para Aplicações Móveis de Atendimento Domiciliar do Projeto Borboleta. "Isso facilitará não apenas o trabalho dos profissionais em campo, como também promoverá um grande ganho de tempo".

De acordo com ele, os pesquisadores acreditam que, com a adoção de sistemas como o Projeto Borboleta, a própria prática da Atenção Básica Domiciliar poderá ser repensada. Os conceitos desenvolvidos no contexto do Projeto Borboleta serão, futuramente, estendidos para o Programa Saúde da Família (PSF). "Hoje, sem ferramentas apropriadas da Tecnologia da Informação, a gestão dos programas de atenção básica domiciliar é de granularidade grossa, consegue olhar uma região, consegue olhar no máximo por um grupo de pessoas", explica. "Com o uso de software adequado, essa gestão poderá ser mais pontual, permitindo, por exemplo, o acompanhamento da saúde de um indivíduo específico e, portanto, mais eficaz".

Uma versão protótipo do Projeto Borboleta está, paralelamente, em utilização na prática de equipes de saúde do Centro de Saúde-Escola Samuel Pessoa (CSEB), da Faculdade de Medicina da USP, no bairro do Butantã, zona oeste da capital paulista. Entretanto, alguns desafios ainda precisam ser vencidos pelos pesquisadores, por exemplo: viabilizar a transmissão de vídeo a partir de telefones celulares devido às limitações de banda de rede e de capacidade de processamento nestes dispositivos.

O Projeto Borboleta é uma iniciativa do Centro de Competência em Software Livre do Instituto de Matemática e Estatística da USP (IME/USP), desenvolvido no Departamento de Ciência da Computação do IME, com colaboração do CSEB/FM-USP e do Departamento de Ciência e Tecnologia da UNIFESP. O projeto recebe apoio financeiro da FAPESP, Microsoft Research e Telefônica. Mais informações sobre o Projeto Borboleta podem ser obtidas em http://ccsl.ime.usp.br/borboleta.

Assessoria de Imprensa