Notícia

Diário de S.Paulo

Unifesp desenvolve prótese cardíaca

Publicado em 15 dezembro 2009

Uma nova prótese de válvula cardíaca está sendo desenvolvida pela Unifesp e promete reduzir o custo do produto em 50%. Atualmente, o Brasil utiliza um produto importado, avaliado em cerca de R$ 100 mil. Quando a novidade ficar pronta, ela poderá ser uma alternativa mais econômico ao SUS.

Os testes realizados indicaram que o produto tem a mesma qualidade dos importados, com desempenho muito semelhante, mas com o diferencial de que, por ser mais barato, poderá ser oferecido pelo SUS, diz o cirurgião cardiovascular Diego Gaia, autor da tese de doutorado que resultou no desenvolvimento do produto. O estudo foi coordenado pelo professor Enio Buffolo, da Disciplina de Cirurgia Cardiovascular da Unifesp.

A nova válvula está sendo desenvolvida pelos especialistas da Unifesp em parceria com a empresa Braile Biomédica, de São José do Rio Preto (SP), e apoio da Fapesp (Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo). Ela utiliza duas tecnologias já utilizadas pela empresa, que são as válvulas clássicas de pericárdio bovino e os stents aórticos (para a artéria aorta) desenvolvidos há dez anos, também em parceria com a universidade.

A prótese é utilizada na substituição, via cateter, da válvula aórtica, procedimento necessário nos quadros de estenose aórtica grave, que é um estreitamento irregular da válvula aórtica. Quando isso acontece, o fluxo sanguíneo do coração para o corpo todo fica prejudicado.

Doença atinge 3% dos idosos

A estenose aórtica é uma das doenças cardíacas mais comuns em todo o mundo e afeta cerca de 3% da população acima dos 75 anos. Mais de um terço dos pacientes nessa faixa etária apresenta contra indicação para a cirurgia convencional. Por isso, recomenda-se o implante da prótese pela cirurgia minimamente invasiva, com uso de cateter. Neste tipo de cirurgia, o procedimento é realizado com o coração em funcionamento, enquanto na técnica convencional, o órgão para de bater.

É uma alternativa somente para pacientes que já tenham passado por cirurgias cardíacas, estão com idade avançada ou apresentam quadro com outras doenças. Nesses casos, o risco de morte passa dos 20%, diz o cirurgião cardiovascular Diego Gaia, da Unifesp.

As pesquisas para o desenvolvimento da nova prótese têm quatro anos, sendo que 21 pacientes já fizeram o implante e vem sendo acompanhados desde o final ano passado.

A prótese está em fase final de testes e deverá ser encaminhada no início de 2010 para análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão responsável pela regularização do produto no Brasil. O produto deve passar a ser comercializado pouco após a aprovação da Anvisa.

A estenose aórtica é uma das doenças cardíacas mais comuns em todo o mundo e afeta cerca de 3% da população acima dos 75 anos. Mais de um terço dos pacientes nessa faixa etária apresenta contra indicação para a cirurgia convencional. Por isso, recomenda-se o implante da prótese pela cirurgia minimamente invasiva, com uso de cateter. Neste tipo de cirurgia, o procedimento é realizado com o coração em funcionamento, enquanto na técnica convencional, o órgão para de bater.

É uma alternativa somente para pacientes que já tenham passado por cirurgias cardíacas, estão com idade avançada ou apresentam quadro com outras doenças. Nesses casos, o risco de morte passa dos 20%, diz o cirurgião cardiovascular Diego Gaia, da Unifesp.