Notícia

A Tribuna (Santos, SP)

Unidade completará 60 anos na 6ª feira

Publicado em 24 janeiro 2007

Responsável por exames e pesquisas para toda a região, principalmente sobre dengue, tuberculose, cólera, aids, hepatites e qualidade de alimentos e água, a unidade santista do Instituto Adolfo Lutz — que na sexta-feira completa 60 anos — já está colocando em uso um novo equipamento adquirido para análise mais detalhada de determinados produtos.
Trata-se do chamado cromatógrafo a gás, que tem a capacidade de especificar a composição de substâncias e está sendo utilizado principalmente para um dos projetos em andamento da unidade santista sobre qualidade dos óleos, gorduras e azeites usados em frituras.
''A pesquisa está avaliando a qualidade desta gordura no comércio da Baixada Santista'', explicou o engenheiro químico Mário Tavares, que é um dos pesquisadores da unidade santista. De acordo com ele, por meio deste equipamento é possível detalhar o quanto estes óleos e gorduras podem estar em decomposição, por ação de bactérias, por exemplo.
O equipamento chegou ao Adolfo Lutz santista — que é o primeiro de todas as 11 regionais do Estado do instituto, com sede na Capital — por meio de financiamento do Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp).
Importado, o cromatógrafo a gás, que também consegue descobrir se há aditivos em substâncias alimentícias, custou US$ 21 mil e 600 (R$ 46 mil).
A unidade santista tem outros projetos em pauta, principalmente na área de alimentos e água, mas que ainda estão dependendo de liberação de verbas. Conforme o pesquisador, há um estudo pronto para ser colocado em prática sobre as chamadas microcistinas em água potável e em fontes naturais.
''Estas microcistinas são bactérias que aumentam com muita facilidade principalmente em épocas de estiagens''. O projeto exige a existência de kits de análise. ''Cada um, que faz entre 50 e 90 análises de amostras, custa cerca de R$ 2 mil''.
A detecção de microcistinas é prevista inclusive na Portaria 518 de 2004 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Este projeto está orçado em R$ 100 mil, com verba a ser liberada também pela Fapesp.

Palestras
Ontem, no Teatro Municipal Brás Cubas, foi realizada uma série de palestras e apresentações em comemoração aos 60 anos da unidade santista. ''O Lutz de Santos tem um papel muito importante para a Baixada. Acabou se transformando em referência e o nosso objetivo é manter sempre esse nível de qualidade'', disse a diretora geral de laboratórios do Instituto Adolfo Lutz de Santos, Regina Célia Paschoal.
Além dela, estiveram presentes outras autoridades, profissionais do setor e a atual diretora geral do Instituto Adolfo Lutz da Capital, Marta Lopes Salomão. A unidade santista fica na Rua Silva Jardim, 90, na Vila Nova..