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Unicamp tem 1ª parceria internacional para pesquisa sobre câncer de mama

Publicado em 15 junho 2015

O Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism) da Unicamp em Campinas (SP) tem, oficialmente, a primeira parceria internacional para pesquisas sobre o câncer de mama. A universidade assinou um acordo com o Baylor College of Medicine (BCM), localizado no Texas (EUA), que vai garantir intercâmbio de profissionais em busca de novos tratamentos.

 

 

"O instituto como um todo é muito forte na área de pesquisa. É uma das melhores parcerias que a gente poderia fazer", afirma Cássio Cardoso Filho, mastologista do Hospital da Mulher e docente do Departamento de Tocoginecologia da Faculdade de Ciências Médicas (FCM).

 

 

O acordo de cooperação entre as universidades também envolve o Susan G. Komen Foundation, com apoio da Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP) e da Vice-Reitoria de Relações Internacionais (Vreri). A assinatura aconteceu durante um evento na última semana.

 

 

O encontro também reforçou as parcerias da Unicamp com outras universidades públicas, hospitais e centros de tratamento em oncologia do Brasil. A Fapesp e outras instituições nacionais e internacionais que financiam pesquisas participaram do evento.

 

 

Segundo o mastologista, alguns profissionais da Unicamp, entre estudantes, pesquisadores e docentes, já foram para os Estados Unidos. Mas formalizar a parceria permite que mais interessados no tema façam o intercâmbio como um esforço da universidade, e não individual.

Eficiência no tratamento

Para Cardoso Filho, trocar experiências com profissionais do instituto norte-americano significa aprimorar e desenvolver novas tecnologias de tratamento da doença. Principalmente, buscar cada vez mais individualizar o tratamento das pacientes, entendendo as características de cada tumor e de cada mulher.

 

 

"Esse é o reflexo da parceria num curto prazo, que a paciente tenha um tratamento particularizado. Dessa forma, aumentaria as chances de cura", explica o mastologista.

 

 

A longo prazo, além de trazer a tecnologia, as pesquisas em conjunto com as populações americana e brasileira permitirão comparar as características das doenças e dos pacientes para ampliar o entendimento sobre a doença.