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UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas

UNICAMP sediará cinco novos centros de excelência em C&T

Publicado em 27 novembro 2008

A Unicamp sediará cinco dos 101 novos centros de produção científica e tecnologia de ponta criados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT). O anúncio oficial dos novos institutos será feito nesta quinta-feira (27), na sede do CNPq, pelo ministro Sergio Rezende. O investimento total será de R$ 523 milhões, o maior já feito através de uma chamada pública no país.

No total, a Unicamp havia enviado vinte programas de pesquisa, representando investimentos da ordem de R$ 140 milhões. As cinco propostas aprovadas contarão com a liberação de R$ 32 milhões em três anos. "Nossa expectativa era de que um número maior de propostas fossem aprovadas, mas reconhecemos a importância do resultado alcançado", disse o pró-reitor de Pesquisa da Unicamp, Daniel Pereira.

Os programas selecionados serão coordenados pelos professores Amir Caldeira e Hugro Fragnito, do Instituto de Física (IF); Fernando Ferreira Costa e Mário Saad, da Faculdade de Ciências Médicas (FCM); e Rubens Maciel Filho, da Faculdade de Engenharia Química (FEQ). Selecionados em âmbito internacional, as propostas foram avaliadas por pesquisadoras ad hoc especializados em cada uma das áreas de pesquisa dos projetos contemplados.

O edital recebeu 261 propostas, das quais 61% foram da região Sudeste. O Estado de São Paulo contará com 35 dos 101 novos centros, totalizando investimentos de R$ 187 milhões. Dos recursos disponíveis em âmbito nacional, 35% serão destinados para projetos dos estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste; 15% para o Sul; e 50% para o Sudeste.

A criação dos institutos conta com parceria da Capes/MEC, das Fundações de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam), do Pará (Fapespa), de São Paulo (Fapesp), Minas Gerais (Fapemig), Rio de Janeiro (Faperj) e Santa Catarina (Fapesc), do Ministério da Saúde, da Petrobrás e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os institutos selecionados começarão a funcionar ainda este ano e estão assim distribuídos por região: o Norte irá sediar oito institutos, que receberão o total de R$ 42 milhões para desenvolver suas pesquisas; no Nordeste, 14 institutos terão à sua disposição R$ 59 milhões; no Centro-Oeste, três institutos terão recursos no valor de R$ 18 milhões; na região Sul, os 13 institutos selecionados poderão aplicar R$ 53 milhões em pesquisas; no Sudeste, onde está o maior número de sedes, 63, serão investidos R$ 319 milhões.

O desempenho de cada instituto, constituído no âmbito deste programa, será acompanhado pelo CNPq e pelo Comitê de Coordenação, enquanto que a avaliação do programa, tendo em vista as metas inicialmente propostas, será feita pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).

A criação dos novos institutos nacionais faz parte do Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional, anunciado em novembro de 2007 pelo MCT. Conectado ao Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC da Ciência, como foi apelidado, prevê um investimento total de R$ 41,2 bilhões até 2010, distribuído em quatro prioridades: expansão e consolidação do sistema nacional de CT&I; promoção da inovação tecnológica nas empresas; pesquisa, desenvolvimento e inovação em áreas estratégicas; e CT&I para o desenvolvimento social.

Fonte: Unicamp