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Jornal da Unicamp online

Unicamp: recorde de royalties

Publicado em 17 fevereiro 2012

A Inova Unicamp, agência de inovação da Universidade Estadual de Campinas, divulgou os resultados relacionados à atuação da universidade em 2011 no âmbito da inovação. Os números apresentados - entre eles o recorde de R$ 724 mil em royalties por licenciamentos de tecnologias desenvolvidas colocam a Unicamp em um novo patamar de inserção no cenário nacional de inovação e empreendedorismo.

De acordo com a Unicamp, a instituição mantém o posicionamento de destaque no setor no ano de 2011, com 66 pedidos de patentes depositadas no INPI, próximo ao recorde histórico da Unicamp de 2005, com 67 pedidos de patentes no ano. O número corresponde a um aumento de 29,4% no total de pedidos em relação a 2010. De acordo com a diretora de propriedade intelectual e transferência de tecnologias da Inova Unicamp, Patricia Magalhães de Toledo, os resultados positivos em proteção e transferência de tecnologia refletem o trabalho de planejamento que incluiu diversas mudanças para facilitar a interação com os pesquisadores da Unicamp e empresas.

Entre as melhorias que influenciaram os resultados positivos está a disponibilização para os pesquisadores da Unicamp do novo Sistema de Comunicação de Invenção on-line, em abril de 2011. O sistema permite realizar toda a interação com o pesquisador em um sistema web, o que facilita o início do processo de pedido de patente na universidade . Roberto de Alencar Lotufo, diretor-executivo da Agência, considera o resultado em proteção muito importante.

Por outro lado, o diretor reforça que a atuação da Unicamp no ambiente de inovação é mais ampla, e que o pedido de patente é apenas o início do processo para que a tecnologia se transforme em inovação. "O principal objetivo da proteção da pesquisa acadêmica por meio de pat e n t e s é o d e a ume n tar a s chances de que os resultados das pesquisas feitas na universidade gerem inovação, isto é, se convertam em produtos e serviços para o bem da sociedade", disse. Neste sentido ele destaca dois indicadores como diferenciais: o de número de contratos de licenciamentos de tecnologia firmados com empresas e o de royalties recebidos em função destes licenciamentos. O primeiro passou de sete, em 2010, para 10 em 2011, e o segundo cresceu de R$ 191 mil para R$ 724 mil no mesmo período. (Agência Fapesp)