Notícia

Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (SP)

Unicamp pesquisa biocombústivel pra aviação

Publicado em 17 junho 2013

A Unicamp, por meio de seus diversos grupos de pesquisa, está preparada para integrar o esforço brasileiro para o desenvolvimento de um biocombustível para a aviação. A análise é do vice-reitor executivo de Relações Internacionais, Luís Cortez. De acordo com ele, que foi um dos coordenadores de um relatório elaborado conjuntamente pela Boeing, Embraer e Fapesp, cujo objetivo foi identificar oportunidades para o Brasil dentro desse mercado, a Universidade possui massa crítica capaz de ajudar o país a ocupar posição de destaque entre aqueles que participarão de tal desafio.

Conforme Cortez, unidades de ensino e pesquisa como os institutos de Biologia e Química e as faculdades de Engenharia de Alimentos, Engenharia Química e Engenharia Agrícola, além do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (Nipe), possuem grupos que já realizam estudos consistentes relacionados ao desenvolvimento de biocombustíveis. “Ou seja, temos uma base sólida, que certamente contribuirá para que avancemos em relação a um combustível obtido de fonte renovável voltado à aviação”, considera.

O vice-reitor explica que o relatório elaborado pela Boeing, Embraer e Fapesp, divulgado oficialmente no último dia 10 de junho, identificou os desafios e oportunidades para o Brasil dentro do segmento. Batizado de “Plano de voo para biocombustíveis de aviação no Brasil: plano de ação”, o documento balizará os projetos de pesquisa a serem apoiados pela Fapesp e pelas duas empresas de aviação. “Neste momento, estamos trabalhando na elaboração de um segundo relatório, de caráter mais científico. O passo seguinte será a publicação de editais de chamada por parte da Fapesp”, adianta.

O objetivo por trás do esforço de chegar a um biocombustível que possa ser misturado ao querosene de aviação, diz Cortez, é fazer com que o setor reduza a emissão de gases de efeito estufa pela metade até 2050. “Atualmente, a indústria da aviação consome cerca de 260 bilhões de litros de combustível por ano e responde por 3% das emissões mundiais de gases de efeito estufa. O grande desafio que se apresenta é ajudar o setor a poluir menos, dentro de um cenário de crescimento”, lembra o vice-reitor.

Fonte: Unicamp e SDECT