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Unicamp: Índice Brasil de Inovação avalia desempenho de empresas

Publicado em 12 fevereiro 2007

A Unicamp, com apoio da Fapesp, está construindo o Índice Brasil de Inovação (IBI), um ranking das empresas do setor de transformação mais inovadoras do país. Para participar do Índice basta que a empresa solicite ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o questionário da Pesquisa Industrial de Inovação Tecnológica (Pintec/2003), que já foi preenchido, e envie à equipe do IBI, junto com algumas informações específicas da Pesquisa Industrial Anual (PIA-Empresa-2003).

As informações serão mantidas sob sigilo, com termo de sigilo assinado pela equipe, e serão complementadas com dados do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). As adesões devem ser feitas pelo site do IBI até a próxima quinta-feira (15/02).

O Índice Brasil de Inovação é uma oportunidade para que as empresas avaliem o seu desempenho inovador e possam situá-lo em relação às demais do mercado. A sua metodologia, inédita, mensura duas dimensões das atividades tecnológicas das empresas: os esforços empreendidos (como gastos com máquinas e equipamentos, e com pesquisa e desenvolvimento) e os resultados das atividades (como a participação dos produtos inovadores nas vendas totais e patentes).

O trabalho está sendo realizado pelo Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT) do Instituto de Geociências da Unicamp, com apoio da Fapesp. A iniciativa é da revista Inovação Uniemp.

De acordo com o economista André Furtado, coordenador do trabalho, o Índice já conta com a adesão de empresas significativas de diversos setores, como a Achè (farmacêutica), a Embraer (aviação), a DAW (química) e a WEG (motores e capacitadores). A expectativa é de conseguir a adesão de aproximadamente 50 empresas. É importante ressaltar que o Índice é inédito e pode servir como um instrumento para auxiliar o governo na definição de políticas públicas.

A publicação do ranking das empresas deve acontecer em maio de 2007. Serão divulgadas as três empresas mais inovadoras de quatro grupos de setores abordados pela pesquisa. Em uma próxima etapa, os pesquisadores do IBI pretendem ampliar a participação para outras atividades econômicas além da indústria de transformação.