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Unicamp firma parceria com laboratórios para desenvolver remédio contra o câncer

Publicado em 29 janeiro 2018

Por Luciano Calafiori

A Universidade de Campinas (Unicamp) firmou nesta segunda-feira (29) uma parceria com os laboratórios farmacêuticos no valor de R$ 8,4 milhões para desenvolver remédios para o combate ao câncer.

De acordo com a instituição, pela primeira vez no país a pesquisa será feita no modelo aberto, ou seja, o conhecimento adquirido até a fase de validação de todo potencial terapêutico será de domínio público. Além de medicamentos oncológicos, serão pesquisados fármacos anti-infecciosos. A ideia é focar em remédicos contra os tipos de cancêres mais comuns e doenças infecciosas como malária e leishmaniose.

O acordo foi firmado pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Emprabii), vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, em parceria com o Centro de Química Medicinal de Inovação Aberta (CQMed/Unicamp). Do total investido, os laboratórios Aché e Eurofarma vão arcar com R$ 4,8 milhões. A outra parte do valor, R$ 3,6 milhões, será custeada pela Emprabii dividida em duas partes iguais para cada laboratório.

De acordo com os pesquisadores, a meta é evitar um desfecho muito comum em pesquisas deste gênero. Em 95% dos estudos, as móleculas acabam não se tornando fármaco e é no início da pesquisa que esse insucesso pode ser evitado. De acordo com um dos pesquisadores, esta parceria pode acelerar o descobrimento de novos medicamentos porque tira a burocracia de patentes e soma esforços na área das mesmas pesquisas.

A ministra em exercício da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, esteve presente na assinatura do convênio e ressaltou a importância da pesquisa. "É impossível pensar em um país melhor sem educação e pesquisa", declarou. Ela substituiu o ministro José Mendonça Filho, que está em viagem fora do país. O reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, ressaltou a importância da instituição participar de pesquisas que tragam benefícios à população no futuro.

“Sem dúvida é um modelo relativamente novo, que acredito que seja o futuro da inovação em todo mundo, principalmente com essa inovação tão cara. Para nós, é um orgulho poder contribuir para todas as questões importantíssimas para o Brasil”, disse o reitor.

A coordenadora do CQMed-Unicamp, Katlin Massirer, disse que a parceria vai durar de 5 a 6 anos. Isso facilita a descoberta de novos medicamentos. Caso seja desenvolvido um fármaco, demora de 10 a 15 anos para ser usado em humanos.

G1 Campinas e Região