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Unicamp é listada entre as 50 principais universidades do mundo

Publicado em 30 maio 2012

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foi reconhecida pela Quacquarelli Symonds (QS) - que produz o ranking TopUniversities - na listagem das 50 principais universidades do mundo com menos de 50 anos, o “The QS Top 50 Under 50”. A instituição brasileira aparece na 22ª posição.
A relação seleciona as instituições de ensino superior mais “jovens” e melhor colocadas no “QS World University Rankings”, produzido anualmente desde 2004.
O ranking determina as posições das universidades de acordo com uma série de indicadores, entre os quais reputação acadêmica, relação entre número de professores e de estudantes, citações de trabalhos científicos e número de pesquisadores estrangeiros que trabalham na instituição.
“Esta classificação é importante ao demonstrar que as noções básicas que nortearam a fundação da Unicamp deram resultado e são reconhecidas. Entre esses fundamentos estavam, por exemplo, trazer para a Unicamp alguns dos melhores professores do Brasil e do exterior”, disse Fernando Ferreira Costa, reitor da Unicamp, à 'Agência Fapesp'.
“Antes mesmo de começar suas atividades, a Unicamp já havia atraído para seus quadros mais de 200 professores estrangeiros das diferentes áreas do conhecimento e cerca de 180 vindos das melhores universidades brasileiras”, disse Ferreira Costa.
O reitor da Unicamp também destaca o estímulo à inovação em pesquisa e ao empreendedorismo e a integração da universidade com a indústria. Isso já era destaque na década de 1970, com inovações que logo foram difundidas e incorporadas à sociedade, como a digitalização da telefonia, o desenvolvimento da fibra óptica, de vários tipos de lasers e de programas de controle biológico de pragas agrícolas.
O resultado dessa relação com o setor industrial levou a Unicamp a atrair para suas imediações um polo de empresas de alta tecnologia, além de gerar outras a partir de seus nichos tecnológicos, por meio da iniciativa de seus ex-alunos ou de seus professores.
“Isso ajudou a levar a Unicamp a se tornar a universidade brasileira com o maior número de patentes”, disse Ferreira Costa. O reitor também destaca a internacionalização da instituição, com o grande número de intercâmbios com instituições de outros países, como um dos fatores que têm destacado a universidade em rankings como o da QS.
Fundada em 1966, a Unicamp tem 1.750 docentes, dos quais 98% são doutores, e mais de 17 mil alunos matriculados em 66 cursos de graduação. Na pós-graduação são mais de 19 mil alunos matriculados em 144 cursos. É a universidade brasileira com maior índice de alunos na pós-graduação, com aproximadamente 12% das teses de mestrado e doutorado em desenvolvimento no país.
A Unicamp responde por 15% da pesquisa acadêmica no Brasil e mantém a liderança com relação ao número de artigos per capita publicados anualmente em revistas indexadas na base de dados ISI/WoS.
A Unicamp tem três campus - em Campinas, Piracicaba e Limeira - e compreende 22 unidades de ensino e pesquisa. Possui também um vasto complexo de saúde, além de 23 núcleos e centros interdisciplinares, dois colégios técnicos e uma série de unidades de apoio.
As cinco primeiras posições no “The QS Top 50 Under 50” são ocupadas por três instituições chinesas, uma britânica e uma sul-coreana: Universidade Chinesa de Hong Kong, Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong, Universidade de Warwick, Universidade Tecnológica de Nanyang e Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia.
A QS também destaca a participação brasileira no “QS World University Rankings: Latin America”. “De uma perspectiva internacional, a relação das 200 primeiras fornece mais evidências da emergência do Brasil como potência econômica. Há um impressionante total de oito universidades brasileiras no top 20 e 31 no top 100”, disse Danny Byrne, editor da TopUniversities.com.

Fonte: Agência Fapesp