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O Diário de Mogi

Unicamp anuncia feito com fibra óptica absorvida pelo organismo

Publicado em 17 maio 2020

Por Contexto Paulista - Wilson Marini

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) acaba de anunciar ter produzido uma fibra óptica feita de ágar. Além de “ comestível ”, o dispositivo é biocompatível e biodegradável. Um dos usos possíveis no corpo humano seria a detecção de microrganismos em órgãos específicos — caso em que a sonda, depois de implantada e de atender ao objetivo, seria completamente absorvida pelo organismo. A pesquisa foi desenvolvida pelos professores Eric Fujiwara (Faculdade de Engenharia Mecânica, Unicamp) e Cristiano Cordeiro (Instituto de Física gleb wataghin, Unicamp), em colaboração com o professor Hiromasa Oku (Universidade de Gunma, Japão). Artigo a respeito foi publicado pelos autores no periódico Scientific Reports, do Grupo Nature. Outra aplicação promissora é o uso simultâneo da fibra como sensor óptico e meio de crescimento para microrganismos.

O que é a ágar

A ágar, também chamada de ágar-ágar, é uma gelatina natural extraída de algas marinhas. “ Nossa fibra óptica consiste em um cilindro de ágar, com diâmetro externo de 2,5 milímetros e um arranjo interno regular de seis orifícios cilíndricos de ar, com 0,5 mm de diâmetro cada um, circundando um núcleo sólido. A luz é confinada devido à diferença entre os índices de refração do núcleo de ágar e dos buracos de ar ”, disse Fujiwara à Agência FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Os pesquisadores testaram a fibra em diferentes meios: ar, água, etanol e acetona. O fato de a gelatina sofrer alterações estruturais sob variações de temperatura, umidade e pH torna a fibra adequada para fins de sensoriamento óptico, disse Fujiwara.