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UnG se consolida como Amiga do Meio Ambiente

Publicado em 05 junho 2007

Universidade conquistou o título em 2005 e de lá para cá não parou mais de desenvolver projetos que visam à preservação ambiental

Numa época em que a grande aflição das entidades é descobrir ferramentas para conscientizar a sociedade quanto à importância da preservação ambiental, a Universidade Guarulhos (UnG) se destaca no desenvolvimento de iniciativas que vão ao encontro desse contexto. Educação ambiental, incentivo à implantação de políticas públicas, integração com autoridades políticas visando à ampliação de projetos e a realização de pesquisas são alguns dos meios que a Universidade vem utilizando para colaborar com a redução dos desmatamentos, colocar em evidência os malefícios do aquecimento global e da ocupação desordenada de áreas de mananciais e mostrar aos jovens que ainda há tempo para mudar a situação ambiental do planeta.

Esse esforço rendeu à UnG, em 2005, o Selo Amiga do Meio Ambiente, concedido pela Câmara Municipal de Guarulhos. De lá para cá, a Universidade praticamente dobrou o número de iniciativas que visam à preservação ambiental. Além disso, passou a oferecer uma série de cursos entre graduação, tecnológicos, especialização e mestrado com o intuito de formar profissionais para propagar esse espírito de amizade com o meio ambiente preservado pela UnG.

Conheça algumas iniciativas que a UnG desenvolve para ajudar na preservação ambiental:

Projeto Cabuçu

Carro-chefe e uma das mais conceituadas iniciativas da UnG, o Projeto Cabuçu foi desenvolvido entre os anos de 2002 e 2005 por pesquisadores da Instituição em parceria com  a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Secretaria do Meio Ambiente, Prefeitura Municipal de Guarulhos, Instituto Florestal, Parque Estadual da Cantareira, RBCV, SAAE, Proguaru, Unicamp e o Laboratório de Geofísica Aplicada (IPT) da USP.

 

Apoiado pela Fapesp — Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, o Projeto realizou um diagnóstico ambiental da área de entorno do Parque Estadual da Cantareira para orientar o uso do seu solo e, assim, proteger a maior floresta urbana da Região Metropolitana de São Paulo.

O Projeto foi realizado em três fases: 1.ª — Apontamento dos problemas ambientais existentes no Núcleo Cabuçu e proposta para a criação de uma Zona de Defesa para a região; 2.ª — Desenvolvimento de estudos, entre eles o balanço hídrico da bacia do Cabuçu e o levantamento de diversos mapas do meio físico da região considerada própria para a implantação da Zona de Defesa; 3.ª — Elaboração de  proposta para a criação de uma Área de Proteção Ambiental para o Núcleo Cabuçu-Tanque Grande.

O Projeto Cabuçu deu inspiração à produção de 11 trabalhos de iniciação científica, 5 de conclusão de curso, trabalhos de especialização, 6 projetos de mestrado e 3 de doutorado. Hoje, ainda continua dando frutos.

Criação da APA-Cabuçu

Fruto do Projeto Cabuçu e do esforço da comunidade do bairro do Cabuçu, de Guarulhos, o Artigo 41 da recém-aprovada Lei de Zoneamento da cidade (113/2006) vem de encontro a uma recente aflição brasileira: como proteger as florestas urbanas do País? Responsável por inúmeros benefícios ao homem, as florestas urbanas vêm perdendo espaço para casas, prédios e indústrias em virtude da expansão das cidades. Esse Artigo seráadaptado para tornar-se uma lei individual. Entre suas diretrizes estão: a promoção do desenvolvimento aliado à conservação de recursos ambientais; a proteção de mananciais do Cabuçu e do Tanque Grande; a redução de transporte de sedimentos para os rios da região; e o estabelecimento de um perímetro detalhando os usos e demais parâmetros urbanísticos, propondo alternativas para as áreas ocupadas por assentamentos habitacionais. Embora a Área de Proteção Ambiental (APA) proposta para a região abranja cerca de 60 km², que vai do Cabuçu ao Tanque Grande, o benefício com sua implantação pode se estender a 17 mil km² e a mais de 10 milhões de habitantes da cidade de São Paulo. Isso porque o Parque da Cantareira, onde está instalado o Núcleo Cabuçu, faz parte da chamada Reserva da Biosfera Cinturão Verde da Cidade de São Paulo, que abrange 73 municípios paulistas e é protegida pela Unesco.

Convite especial

Os pesquisadores do Projeto Cabuçu acabam de ser convidados pela Reserva da Biosfera do Cinturão Verde (RBCV) da Cidade de São Paulo, órgão de responsabilidade do Instituto Florestal do Estado, para ser um dos colaboradores da Avaliação Ecossistêmica da Reserva. Ou seja: os pesquisadores irão reunir dados do Cinturão Verde e mostrar à população qual a importância dessa área para o Estado. Essa é uma avaliação subglobal, que será a primeira no Brasil e uma das 30 do mundo aprovadas pela Coordenação Internacional da Avaliação Global.

A RBCV também está programando com os pesquisadores do Projeto Cabuçu o desenvolvimento do que eles chamam de 'cenário' da área do Cabuçu. Essa iniciativa consiste em fazer duas projeções futuras da região. Uma, levando em consideração que sejam desenvolvidos nos próximos anos projetos de preservação ambiental. A outra, sem que nada seja feito. Essa iniciativa mostrará às autoridades locais e estaduais a importância da preservação.

De olho no Projeto

O Projeto também vem arrebatando o interesse político. O deputado estadual José Candido (PT), por exemplo, veio à UnG estudar a possibilidade de instalar um projeto semelhante ao Cabuçu na região do Alto Tietê, com a ajuda dos pesquisadores responsáveis. Se essa iniciativa se concretizar, será possível criar uma espécie de corredor ecológico, fazendo uma ligação entre a Serra da Cantareira, a Serra da Mantiqueira e a Serra do Mar. Quem também esteve na UnG para falar sobre o desenvolvimento de novos projetos semelhantes ao Cabuçu foi o deputado estadual Sebastião Almeida (PT).

Estação meteorológica

A UnG é responsável pelo levantamento de um conjunto de dados e mapeamentos que pode orientar um melhor planejamento do uso do solo da região do Cabuçu. Um exemplo são as informações de estação meteorológica instalada pela Instituição, que ajudam a realizar o balanço hídrico da bacia do Cabuçu, onde se situa o reservatório homônimo que abastece em parte Guarulhos.

Educação Ambiental

A Universidade desenvolve atividades de educação ambiental com professores da rede estadual de ensino e com alunos dos seus cursos de graduação em Geografia e Biociências. Após conhecer os principais problemas ambientais da região, os participantes desenvolvem propostas de preservação, as quais são encaminhadas para a Secretaria de Meio Ambiente de Guarulhos e para a ONG Projeto Cabuçu.

Atlas

Os resultados das pesquisas desenvolvidas nas regiões do Cabuçu e do Tanque Grande deram origem a um atlas ambiental, que expõe toda estrutura das bacias, áreas de mananciais, florestas, etc. do Núcleo Cabuçu. O Atlas está totalmente pronto e aguarda, apenas, patrocínio para impressão.

Revista Geociências

Para estimular o desenvolvimento de estudos ambientais, a UnG colocou em funcionamento a Revista Geociências on-line. Voltado às comunidades técnico-científicas, nacional e internacional, o periódico tem como linha editorial a publicação de trabalhos científicos e técnicos inéditos sobre os mais variados temas ligados à ciência da Terra, além de resenhas, breves comunicações e notas sobre eventos. O conteúdo pode ser acessado através do www.revistas.ung.br .  

Novas carreiras

Plantar para colher. Na particularidade da terra, isso só é possível se as sementes forem de boa qualidade, o tempo ajudar e houver consumidores em potencial. É por isso que na plantação da UnG, a safra, especialmente na área ambiental, vai muito bem, obrigado.  Depois da implantação do Projeto Cabuçu, frutificaram bons resultados, tanto para o município como para a UnG, que passou a investir na abertura de novos cursos na área ambiental: na graduação, com Engenharia Ambiental; na tecnologia, com Gestão Ambiental; na pós-graduação lato sensu, com Educação Ambiental; e no mestrado, com Análise Geoambiental.

Serviço:

UnG — Universidade Guarulhos 

Praça Tereza Cristina, 1 — Centro — Guarulhos — SP

Tel. 11 6464 1700 — www.ung.br

Laboratório de Geoprocessamento da UnG

Prof. Dr. Antonio Manoel Oliveira, coordenador do Projeto Cabuçu

Tel. (11) 6464 1670 — aoliveira@prof.ung.br