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Jornal da Cidade (Bauru, SP) online

Unesp pode ter centro de biossegurança e doença infecciosa emergente

Publicado em 05 março 2020

Botucatu - A Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) poderá contar com um centro de biossegurança e doenças infecciosas emergentes (humanas, animais e agrícolas). A proposta faz parte de uma parceria firmada entre a universidade e a Kansas State University (KSU), dos Estados Unidos, e foi discutida durante Workshop de Biossegurança e Doenças Infecciosas Emergentes realizado na FCA nos dias 2 e 3 de março.

A KSU possui um dos maiores e mais modernos centros de estudos nesta área em todo o mundo, chamado de BRI (Biossecurity Research Center - Centro de Pesquisa em Biossegurança). "Por meio dessa parceria, poderemos trocar informações, expertise e realizar capacitação e treinamento de pessoal para desenvolvermos pesquisas com biossegurança na Unesp", comentou o professor Jayme Augusto de Souza-Neto, do Departamento de Bioprocessos e Biotecnologia da FCA.

"Futuramente, queremos instalar esse centro de biossegurança em Botucatu, utilizando o que já temos no Laboratório Central Multiusuários (Lacem), para podermos trabalhar em pesquisas com os mais diferentes patógenos".

O workshop também consolidou uma parceria com o Exército Brasileiro para a prospecção e o estudo de agentes patogênicos emergentes em áreas remotas do Brasil. Ambos, KSU e o Exército, são parceiros estratégicos para a criação do centro de biossegurança na Unesp.

As tratativas para a consolidação da parceria começaram em maio de 2019, com a visita ao Brasil do professor Peter Dorhout, vice-presidente de Pesquisa da KSU, quando ocorreram as primeiras discussões sobre a criação de um centro de biossegurança junto à Reitoria da Unesp e a Fapesp.

Em agosto de 2019, foi a vez do professor Souza-Neto visitar a Kansas State University para conhecer as instalações do BRI. "O evento (workshop) é um marco que representa o início dessa cooperação na área de biossegurança e doenças infecciosas emergentes. Trouxemos alguns dos maiores especialistas do mundo nessa área para definirmos juntos os objetivos específicos do trabalho que podemos fazer conjuntamente".

RELEVÂNCIA

Para o professor Renato de Toledo Leonardi, da Assessoria de Relações Externas (Arex) da Unesp, a colaboração entre Unesp e KSU é de grande relevância para a universidade. "A Unesp e a KSU já têm mais de 600 trabalhos em parceria, publicados em revistas científicas de relevância, com impacto elevado. Com a maior aproximação e a colaboração com a KSU na área de biossegurança, vamos poder fazer mais pesquisas e de maior impacto do que as que temos feito. A KSU tem alguns dos laboratórios de estudos de vetores considerados entre os melhores do mundo. Vamos aproveitar o que nós temos de excelência na Unesp e vamos somar forças", declara.

O professor Marcellus Caldas, representante da área de relações internacionais da KSU, endossou as palavras do seu colega da Unesp. "O aparecimento de doenças na agricultura pode causar impactos significativos na economia de um país. Isso acontece quando não há conhecimento disponível sobre a prevenção e o controle dessas doenças. No entanto, muitos problemas que enfrentamos nessa área, estão além das fronteiras dos países. Juntar especialistas de diferentes localidades é a melhor maneira de encontrar soluções para essas questões", afirma.

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