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UNESP monitora uso de água na citricultura em Populina (SP)

Publicado em 23 setembro 2010

Em mais uma parceria estabelecida, agora com a Fazenda Okuma, a região às margens do Rio Grande, em Populina, terá uma das novas estações agrometorológicas a serem implantadas pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) como parte das atividades do projeto "Modelagem da Produtividade da Água em Bacias Hidorgráficas com Mudanças de Uso da Terra", de cooperação institucional entre UNESP Ilha Solteira e Embrapa Semi-Árido financiado pela FAPESP e FACEPE e sob a coordenação pelo Estado de São Paulo de Fernando Braz Tangerino Hernandez e pelo Estado de Pernambuco de Antônio Heriberto de Castro Teixeira. Uma das estações será instalada na Fazenda Okuma que terá 150 alqueires de citros irrigados.

A Família Okuma há anos investe em irrigação dos seus pomares e ano a ano vem modernizando seus sistemas. Dos canhões a sistemas de irrigação localizada, como microaspersão e gotejamento que apresentam eficiência maior e uso mais racional da água, Okuma não abre mão da irrrigação para a boa produção.

A estação a ser implantada na região noroeste permitirá a avaliação da evapotranspiração e das demais variáveis agrometeorológicas considerando a influência do Rio Grande e das matas remanescentes na região, onde o rio Santa Rita apresenta-se com grande área de mata ciliar remanescente, raro na região noroeste paulista. Outros fragmentos de mata cosão o diferencial em relação a outras regiões que serão avaliadas.

A evapotranspiração e demais variáveis climáticas serão disponibilizadas na Internet e permitindo o uso racional da água pelos irrigantes, enquanto que a UNESP e Embrapa avaliarão o consumo de água em escala regional de diferentes culturas e identificarão microclimas utilizando dados em terra e imagens do satélite Landsat, permitindo o melhor planejamento do uso da água.

No entorno de onde será instalada a estação agrometeorológica automática há outras grandes fazendas produtoras de citros irrigadas por microaspersão, gotejamento, carretel enrolador e pivô central. Está será a área mais distante de Ilha Solteira e que permitirá a ampliação a área de atuação da UNESP e do monitoramento ambiental. Os equipamentos serão da empresa Campbell Cientific e já estão sendo importados. A região noroeste paulista contará com nove estações agrometeorológicas para o monitoramento ambiental. Atualmente a UNESP Ilha Solteira opera estações em Ilha Solteira e Marinópolis, disponibilizando diariamente e de forma gratuita os dados aos interessados.

Fonte: http://www.aguaonline.com.br