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Unesp: Livro descreve plantas medicinais do cerrado

Publicado em 12 junho 2006

Os docentes Silvia Rodrigues Machado e Luiz Claudio Di Stasi, do Instituto de Biociências, campus de Botucatu, lançaram, pela Editora UNESP, o livro Plantas medicinais do cerrado de Botucatu. O evento correu no último dia 9, no Museu de Arte Contemporânea "Itajay Martins", em Botucatu. De acordo com os pesquisadores, cerca de 15% das espécies apresentadas na obra estão incluídas na Lista Brasileira da Flora Ameaçada de Extinção do Ibama.
Ricamente ilustrada, a publicação descreve 72 espécies medicinais do cerrado de Botucatu. Traz informações como a família a que cada planta pertence, nomes científicos e popular e indicações terapêuticas. Fornece informações sobre o hábito de cada espécie, o porte, as folhas, flores e frutos, época de florescimento e frutificação, se for o caso.
Na parte das informações terapêuticas, contudo, o livro não indica a dosagem e nem a forma de preparo. Segundo os autores, isso ocorre porque o objetivo principal não é divulgar a diversidade da flora medicinal do cerrado regional, mas fornecer subsídio para novas pesquisas farmacológicas que possam comprovar os usos descritos.
Com a colaboração da bióloga Beatriz Castro Maroni, ex-aluna do IB, o livro inclui um glossário de termos botânicos e farmacológicos usados nas descrições morfológica e terapêutica e a lista completa das espécies medicinais citadas para os cerrados da região de Botucatu.
O trabalho resulta do Projeto Temático "Estudos morfológicos, anatômicos, histoquímicos e ultra-estruturais em plantas do cerrado (sensu lato) do Estado de São Paulo", realizado no âmbito do Programa Biota/FAPESP, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. A pesquisa foi realizada entre abril de 2004 e julho de 2005.

Assessoria de Comunicação e Imprensa
Instituto de Biociências, Botucatu