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Unesp: Incubadora recebe R$400 mil da FAPESP

Publicado em 25 julho 2006

Por Julio Zanella da Unesp

A Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Unesp de Rio Claro (Incunesp) recebeu recursos na ordem de R$ 400 mil da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) para o desenvolvimento do um software de características inéditas voltado para o planejamento urbano e gestão ambiental, denominado Fortgeo.
Para o autor do projeto, o geólogo Fábio Meaulo, o Fortgeo poderá representar uma importante ferramenta na elaboração de planos diretores por gestores municipais. "A iniciativa está sendo considerada como um dos projetos mais arrojados na área de Geociências já aprovado por uma agência de fomento na modalidade de inovação tecnológica em pequenas empresas", diz.
"O sistema organiza, em um banco de dados personalizado, informações geográficas referentes ao meio ambiente, a fim de subsidiar as ações de tomada de decisão, no que se refere ao Planejamento Territorial e na Gestão Ambiental", diz Meaulo. "São dados necessários aos administradores municipais para elaboração do Plano Diretor, pois indicam os locais ambientalmente adequados para a instalação de novas empresas e aterros sanitários", enfatiza.
O software facilita o reconhecimento territorial da cidade e a atualização do cadastro de contribuintes, que poderá ter reflexo direto na arrecadação de tributos municipais, como o Imposto Territorial Urbano. "Ele ajuda a corrigir as constantes distorções entre os valores venais e de mercado dos imóveis, contribuindo para o aumento de arrecadação para o município", diz o geólogo.
Segundo Meaulo, o Fortgeo permite, ainda, que o usuário conheça a constituição do solo e rochas, a profundidade e os tipos de aqüíferos, poços artesianos, mapeamento de fontes poluidoras, além de toda a legislação federal e estadual sobre os recursos hídricos e ambientais.
Por meio de mapas, imagens de satélites e dados colhidos em campo, o programa identifica as fontes potenciais de poluição na cidade. Baseado nas informações coletadas, o profissional habilitado faz um diagnóstico ambiental da área estudada para auxiliar no plano emergencial, em caso de vazamento de fluídos tóxicos. "A escassez de informações contribuem para a geração de problemas ambientais com impacto no fornecimento, por exemplo, da quantidade e qualidade da água consumida na cidade", aponta Meaulo.
Meaulo conta que a iniciativa de desenvolver o software surgiu durante um congresso de geologia na Itália e tomou forma no seu estudo de doutorado desenvolvido na UNESP. Ainda em fase de protótipo, o Fortgeo está sendo desenvolvido dentro do conceito de software livre, o que dispensa o pagamento anual de manutenção. "É o retorno à sociedade dos investimentos públicos que são aplicados em programas de inovação tecnológica da FAPESP", acrescenta.