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Unesp inaugura rede de computação de alto desempenho

Publicado em 30 setembro 2009

A Unesp -Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho- inaugurou na última sexta-feira, 25, a maior rede de computação de alto desempenho para pesquisa científica da América Latina.

O GridUnesp integra 2.944 unidades de processamento com capacidade de desempenho teórico de cerca de 23,2 teraflops, o que permite 33,3 trilhões de cálculos por segundo. Foram investidos R$ 8 milhões no projeto.

Os programas do núcleo principal do GridUnesp, no campus da Barra Funda, bem como dos sete pólos de acesso espalhados nos campi de Araraquara, Bauru, Botucatu, Ilha Solteira, Rio Claro, São José do Rio Preto e São Paulo foram interligados pelo reitor Herman Jacobus Cornelis Voorward.

"O projeto posicionará a universidade no patamar do compartilhamento de dados científicos em alto nível de desempenho computacional. Além disso, nos coloca como referência no País", afirmou Voorward, que atribui o pioneirismo ao trabalho de diversos grupos de pesquisa da Unesp. "Resultado alcançado ao longo de cinco anos", disse ele.

A iniciativa é diferenciada das demais experiências brasileiras ou latino-americanas ligadas à área de alto desempenho pelo seu potencial de armazenamento e principalmente pela capacidade de distribuição.

"Por estar estrategicamente espalhado em diversas cidades paulistas, o sistema é capaz de alcançar todo o Estado de São Paulo", explicou Herman Voorward.

Com os equipamentos a Unesp passa a ter uma conexão ótica de alta velocidade entre São Paulo e Miami, com uma banda larga de 10 Gbps.

"Caso a capacidade de armazenamento e processamento do GridUnesp seja esgotada, os projetos brasileiros serão rodados no sistema estadunidense", explicou. Na opinião dele, a conexão também viabilizará a parceria com grupos de pesquisa no exterior.

O novo complexo poderá ser usufruído pelos mais variados campos da investigação científica. No entanto, a princípio, o uso será restrito aos pesquisadores da Unesp.

"A infra-estrutura foi implementada para atender às demandas da universidade, mas ao mesmo tempo, é uma propriedade aberta. Só precisamos discutir como podemos ampliar o acesso às demais instituições paulistas", disse o coordenador do GridUnesp, Sérgio Ferraz Novaes.

Apesar de 14 grupos de pesquisas da universidade paulista já terem demonstrado interesse em utilizar o sistema, o GridUnesp ainda não opera nenhum trabalho.

Para transformar o GridUnesp em uma realidade, a Unesp investiu R$ 3,6 milhões e contou com a parceria da FINEP [Financiadora de Estudos e Projetos], e da Fapesp [Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo].

Enquanto a verba da universidade viabilizou a construção do campus Barra Funda e a aquisição de equipamentos de apóio, como os de refrigeração e de energia elétrica, os R$ 4,4 milhões do governo federal foram destinados à compra de oito conjuntos de processadores e à ampliação da rede de fibras ópticas KyaTera.

[com assessoria]