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Unesp inaugura maior rede de computação de alto desempenho

Publicado em 25 setembro 2009

Capacidade da GridUnesp é de 33,3 trilhões de cálculos por segundo. Rede abre perspectivas de impulsionar pesquisas científicas.Crédito: Unesp Rede teve investimentos de R$ 8 milhões ,Imagine uma capacidade de processamento de dados de cerca de 10 mil computadores pessoais somados, o espaço de armazenamento de uma torre de 18 andares de DVDs empilhados ou então uma velocidade de comunicação cinco mil vezes maior do que a banda larga doméstica. Essas são algumas características da maior rede latino-americana de computação de alto desempenho que começa a funcionar nesta sexta-feira (25), na Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Batizada de GridUnesp, a rede teve investimentos de R$ 8 milhões - R$ 4,4 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o restante da própria universidade - e será utilizada para pesquisas em diversas áreas, como física de partículas, genética, meteorologia, medicina e prospecção de petróleo.

A rede de computadores também abre a possibilidade para pesquisadores brasileiros utilizaram o espaço de redes internacionais para realizar seus projetos de pesquisa. O GridUnesp se conecta ao OSG (Open Science Grid), nos Estados Unidos. "O projeto foi desenvolvido com foco nas pesquisas e nos pesquisadores", diz o coordenador-geral do projeto, Sérgio Ferraz Novaes, professor do Instituto de Física Teórica (IFT).

O projeto foi desenvolvido com foco nas pesquisas e nos pesquisadores

Formado por 2.944 unidades de processamento espalhadas em sete clusters (conjunto de computadores interconectados) nas unidades da Unesp no estado de São Paulo, a rede tem capacidade de desempenho de 33,3 Teraflops, ou 33,3 trilhões de cálculos por segundo. "Nossa expectativa é que o GridUnesp gere um impulso na quantidade das pesquisas", afirma Novaes.

O conceito de "grid", diz Novaes, é algo relativamente novo e só é possível graças á crescente qualidade de conexão. "O grid é um passo além, pois compartilha não só informação mas também processamento de dados", afirma o coordenador do projeto.

A conexão entre os clusters situados no interior de São Paulo será feita pela rede KyaTera - Plataforma Óptica de Pesquisa para o Desenvolvimento da Internet Avançada da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).