Notícia

Portal do Governo do Estado de São Paulo

Unesp fornece dados sobre qualidade da água em reservatórios

Publicado em 05 setembro 2019

Por Elton Alisson | Agência FAPESP

Dados sobre a qualidade da água de reservatórios paulistas em que há cultivo de organismos aquáticos poderão ser acessados por meio de um sistema on-line desenvolvido por pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente.

Denominado AgroTagAQUA, o sistema é resultado de um projeto desenvolvido pela Embrapa, com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e poderá ser acessado em breve por meio de um aplicativo para dispositivos Android.

“A ideia com o AgroTagAQUA é viabilizar a retroalimentação do modelo matemático desenvolvido pelos pesquisadores da Unesp, de modo que os aquicultores e outros usuários do sistema, como decisores políticos, possam acessar mapas, imagens de satélite e outros dados de maneira simples e interativa, além de fornecer novas informações que auxiliem na calibração e validação contínua”, disse à Agência FAPESP Luiz Eduardo Vicente, pesquisador da área de sensoriamento remoto e recursos naturais da Embrapa Meio Ambiente/Plataforma ABC e um dos coordenadores do projeto.

Segundo o pesquisador, essa versão da plataforma irá dispor de duas décadas de imagens de transparência da água para o reservatório de Ilha Solteira, cobrindo 1.195 quilômetros quadrados (km2), com resolução espacial de 30 metros (m).

Em breve o sistema gerará outros parâmetros sobre a água de reservatórios em que há atividade aquícola, que só seriam possíveis de serem obtidos por meio de coletas em campo. Dessa forma, será possível reduzir substancialmente os custos do monitoramento de parâmetros de qualidade da água, avaliaram os pesquisadores.

“Em um primeiro momento, estamos focados em reservatórios nos quais é desenvolvida a aquicultura, pois parâmetros relacionados à qualidade ambiental da água são extremamente importantes para essa atividade”, disse Enner Herênio de Alcântara, professor da Unesp de São José dos Campos e coordenador do projeto.

“No Brasil, esse tipo de tecnologia é inédita e deverá trazer grande benefício para a gestão de recursos hídricos”, avaliou Alcântara.