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Unesp desenvolve o primeiro biobanco veterinário do Brasil

Publicado em 30 abril 2013

As amostras de tecidos afetados por tumores ou por doenças infecciosas estão armazenados nos chamados biobancos. Estes têm se tomado ferramentas preciosas para pesquisadores que se dedicam a estudar a evolução das enfermidades ou a buscar marcadores genéticos que ajudem a prever o prognóstico de um paciente e sua resposta ao tratamento, conforme informa a assessoria de imprensa da Fapesp.

A Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu, acaba de implantar o primeiro banco de tecido biológico voltado exclusivamente para animais.

O trabalho começou em 2010, sob a coordenação da professora Noeme Sousa Rocha, do Departamento de Clínica Veterinária. Hoje, há cerca de 50 amostras armazenadas, todas de tecidos caninos afetados por tumores e coletadas durante pesquisas desenvolvidas pelos pós-graduandos da instituição.

A montagem do banco contou com o apoio da FMVZ, que providenciou um freezer específíco e a reforma da área onde a estrutura foi instalada. O software usado para gerir o banco e facilitar a troca de informações entre os pesquisadores foi doado pelo Hospital Antônio Cândido de Camargo. Os demais equipamentos foram adquiridos por meio de projetos apoiados pela Fapesp.

“Os tecidos estão armazenados em um freezer a menos 80ºC. A ideia é preservar o material para uso em pesquisas. Podemos aplicar técnicas de biologia molecular existentes e, no futuro, novas tecnologias mais avançadas que forem surgindo”, explicou Rocha.

Outra vantagem do armazenamento de tecidos é permitir analisar como a doença evolui com o passar do tempo. “Hoje só conseguimos estudar a doença no presente. Não temos uma base de comparação para saber, por exemplo, se um vírus está se tomando mais ou menos agressivo”, disse.

O biobanco da FMVZ ainda funciona de forma experimental. Segundo Rocha, a ideia é incluir tecidos de outros animais, principalmente de bovinos. Outro plano é investir no intercâmbio de conhecimento e de material com pesquisadores de outras instituições brasileiras e de outros países. “A troca de experiências entre diferentes profissionais permite a investigação globalizada e estudos comparativos”, afirmou.

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