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Unesp cria método de estudo para asteroides

Publicado em 16 agosto 2013

GUARATINGUETÁ - Um grupo internacional de astrônomos, liderado por pesquisadores do Grupo de Dinâmica Orbital e Planetologia da Faculdade de Engenharia da Unesp (Universidade Estadual Paulista), campus de Guaratinguetá, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), desenvolveu um novo método para identificar famílias de asteroides.

Ele permite identificar membros de famílias de asteroides com melhor precisão do que os existentes hoje. Os métodos atuais levam em conta apenas a posição orbital dos objetos rochosos. Em função disso, muitos objetos identificados atualmente como membros das famílias de asteroides existentes são "intrusos", ou seja, apenas passaram a ocupar a mesma região orbital.

A pesquisa apresentada encontrou maneiras de combinar a posição orbital, as cores e a quantidade de luz que refletem (o chamado albedo geométrico) para uma identificação mais precisa. Assim, é possível diminuir bastante a probabilidade de classificar objetos intrusos como membros de determinadas famílias. A descoberta também permitirá calcular com maior rigor a idade das famílias de asteroides.

Segundo o professor da Unesp de Guaratinguetá e primeiro autor do estudo, Valério Carruba, se não há uma boa estimativa da dispersão da família de asteroides, dos objetos que realmente fazem parte dela e do tipo espectral do seus membros, o cálculo da idade pode ser errado. "Isso tem implicações muito importantes na nossa compreensão dos processos evolutivos que moldaram o cinturão principal de asteroides", disse.

A formação da família se dá por partes de asteroides de grandes dimensões que, ao colidirem, despedaçam-se em fragmentos de tamanhos diferentes. Esses fragmentos tendem a viajar em trajetórias semelhantes em torno do Sol e se afastam gradualmente uns dos outros com o tempo.

Agências