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O Diário (Mogi das Cruzes) online

UMC pesquisa Internet do futuro

Publicado em 30 janeiro 2008

Na UMC Pesquisadores e alunos vão criar, nos próximos dois anos, um sistema que será utilizado na área de Saúde na chamada internet 2


O Núcleo de Pesquisas Tecnológicas (NPT) da UMC receberá financiamento do Convênio FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) — Telefônica, a partir de 2008, para desenvolver sistemas aplicados à Internet avançada no Brasil. Conhecida como Internet 2, a nova rede digital já transmite dados com velocidade até 320 mil vezes superior às melhores conexões domésticas.

Em dois anos, um grupo de 7 pesquisadores e 25 alunos de doutorado, mestrado e iniciação científica  coordenados pela professora. Annie France Frère Slaets se dedicará a criar uma plataforma de treinamento e auxílio ao diagnóstico para a área da saúde concebida para a Internet do futuro."Esse projeto que iremos desenvolver está integrado à rede KyaTera, que nasceu com a missão de reunir as competências e os recursos laboratoriais necessários para criar ciência, tecnologias e aplicações para a Internet do futuro, com transmissão de alta velocidade por fibras ópticas. Atualmente, esta rede é restrita a poucos grupos de pesquisa do estado de São Paulo. Sua função é agilizar as interações entre pesquisadores e funcionar como plataforma de testes de tecnologias. Para esta nova fase do projeto da Internet Avançada, somente sete propostas foram selecionadas, dentre elas a do NPT/UMC.", explica o pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão, Paulo Cezar de Almeida.

As propostas selecionadas permitirão a criação de uma estrutura para a expansão da rede KyaTera, integrante do Programa Tecnologia da Informação no Desenvolvimento da Internet Avançada (TIDIA). Caberá aos pesquisadores da UMC desenvolver uma plataforma que utilizará o alto desempenho da rede KyaTera (alta velocidade, capacidade e segurança) para proporcionar novos métodos de treinamento de alunos e de profissionais da área da saúde e também auxiliar no diagnóstico de doenças.

"A previsão é que o convênio FAPESP/Telefônica libere cerca de R$ 180 mil para aquisição de equipamentos. A Telefônica fornecerá o acesso do NPT à rede de fibras óticas e a FAEP [Fundação de Amparo ao Ensino e Pesquisa] arcará com os recursos humanos", detalha o pesquisador Henrique Jesus Quintino de Oliveira.

Os pesquisadores da UMC envolvidos no projeto estão empolgados com as possibilidades abertas pela Internet do futuro. "Diante de uma dúvida, profissionais da saúde, de diferentes centros, poderão compartilhar informações e exames com uma velocidade incrivelmente alta, muito além da proporcionada pelos meios de comunicação usados atualmente", afirma Jean Jacques Bonvent. "Para o auxílio ao diagnóstico, também desenvolveremos ferramentas capazes de melhorar a qualidade dos exames, permitindo que as doenças sejam diagnosticadas o mais próximo possível do seu surgimento", diz Márcia Bissaco. "Em doenças como o câncer, a chance de cura está diretamente relacionada ao diagnóstico precoce", completa Oliveira.