Notícia

O Diário (Mogi das Cruzes)

UMC apóia cirurgia torácica

Publicado em 11 agosto 2001

Os 70 médicos que participam hoje da IV Jornada Brasil - Japão de Cirurgia Torácica, realizada pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), estão inseridos num ciclo de troca de experiências e informações que tem colocado a cidade numa rota de pioneirismo, reconhecida por especialistas de diversos países. Os cirurgiões mogianos têm operado nos hospitais da cidade, pacientes vindos até mesmo do Exterior. O encontro é um pré-evento do 11° Congresso Mundial da Sociedade de Cirurgiões Cardiotorácicos, que terá inicio amanhã no Hotel Transamérica, na Capital (veja matéria nesta página). Ambos têm a chancela da UMC que há 12 anos abraçou a pesquisa e o treinamento de seus professores na área de cirurgia torácica. Desde janeiro, para se ter um exemplo do que significa essa parceria entre a universidade mogiana e universidades do Japão, o professor Takao Hisayashi, da Nippon Medicai School, de Tóquio, está desenvolvendo pesquisas na UMC para levar as técnicas utilizadas no Brasil para o transplante de pulmão no Japão, país onde, somente agora, esse tipo de cirurgia começa a engatinhar. Por questões culturais, ainda que em 1968 o professor Juru Wada (que também estará na UMC, hoje) tenha realizado o primeiro transplante de coração no Japão, a prática começa a dar os primeiros passos. É o que contou ontem a O Diário, o medico Hisashi Tsukada, da Universidade Santa Marianna de Tóquio, um dos conferencistas da IV Jornada. Tsukada, especialista na cirurgia videoassistida de pneumotórax, afirmou que a troca de experiências atende às necessidades de cada um dos países. No Japão, a maior causa de mortalidade é o câncer - pela ordem, pulmão, estômago, intestino grosso e reto e de mama. E o transplante é saída para muitos casos. Tsukada, 34 anos, está pela primeira vez no Brasil, e disse que esperava fazer amigos para troca de conhecimentos na área médica. Durante o encontro, hoje, serão discutidas técnicas e a tecnologia utilizadas em cirurgias videoassistidas - que são menos invasivas e possibilitam uma reabilitação mais rápida do paciente. Uma delas é a simpatectomia, cirurgia usada no tratamento da hiperidrose, realizada há pouco mais de um ano no Brasil. A experiência será relatada pelo médico Roberto Storte Matheus, da UMC, que já realizou estágio no Japão. A doença, caracterizada pela sudorese (mãos, axilas, etc), atinge 1% da população. Merece destaque na programação (veja quadro), a presença do professor Hiroaki Osoda, da Universidade Santa Mariamma, especialista em câncer de pulmão. A IV Jornada é organizada pela Disciplina de Cirurgia Torácica da UMC e conta com o patrocínio da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e da Associação Paulista de Medicina (APM) Regional de Mogi.