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Amazônia Real

Uma releitura do livro “1499”: capítulo 1. Ano 13.501 a.C.: Quem é você, Luzia?

Publicado em 17 janeiro 2019

Por Elvira Eliza França

O último continente colonizado pelos humanos foi a América, e foi denominada de Novo Mundo pelos europeus que conquistaram essa parte do mundo, que até então era desconhecida. Contudo, a vida nesse território tinha longa data: desde o final da Era do Gelo, muito antes da chegada dos europeus. O que acontece é que quando se estuda História do Brasil, fica parecendo que esse continente começou a existir quando eles chegaram aqui, o que não é verdade, porque muito antes dos europeus e até mesmo antes dos indígenas viverem aqui, a vida já palpitava neste território com as populações pré-históricas.

O conhecimento sobre essa população vem sendo elucidado por meio de estudos científicos rigorosos e com métodos que datam a presença do carbono-14 nos achados arqueológicos que são encontrados nas cavernas e nas escavações. A análise do carbono-14, é um método, por meio do qual os cientistas conseguem datar a idade dos ossos, dos dentes, dos adereços e adornos, das peças de cerâmica, dos artefatos de diferentes materiais arqueológicos, que resistiram, por milhares de anos, até o presente momento. Contudo, os estudos genéticos estão trazendo outros dados que revolucionaram as pesquisas antropológicas.

Até o ano 1998, o achado mais antigo das Américas havia sido encontrado no Novo México, no Estados Unidos: o esqueleto de um homem que, segundo as análises para identificar sua idade, teria 11.400 anos. Contudo, posteriormente foi encontrado um outro esqueleto mais antigo ainda, e por isso o status de habitante mais antigo do continente americano foi para Luzia. Ela foi denominada com esse nome pelos cientistas, por associação ao nome de Lucy, o fóssil humano mais antigo, encontrado na Etiópia, com a idade de 3,5 milhões de anos.

A idade do esqueleto da mulher brasileira Luzia é mais recente do que a de Lucy, pois data de 11.500 anos. Sua história está ligada a muitos arqueólogos brasileiros, dentre eles os da equipe coordenada por Walter Neves, do Laboratório de Estudos Evolutivos e Ecológicos Humanos da Universidade de São Paulo. Em 2002, quando ele fazia escavações em local próximo onde Luzia foi encontrada, ele desenterrou os ossos de uma preguiça-gigante (Catonyx cuvieri), com 200 quilos. Lá também estavam restos de outros grandes animais.

A história dos achados arqueológicos no Brasil é muito antiga, pois no século XIX, em 1842, no início do reinado de Dom Pedro II, o naturalista dinamarquês Peter Lund começou a caçar fósseis de animais e humanos em Lagoa Santa, Minas Gerais. Ele chegou a exumar 17 crânios, que foram identificados como sendo da Era Glacial (LOPES, p. 35). Na ocasião, os achados de Lund foram enviados ao Museu da Dinamarca, e ficaram lá, esquecidos por muito tempo, até que o brasileiro Walter Neves, que trabalhava no Museu Paraense Emílio Goeldi, resolveu estudá-los, durante uma viagem até esse país (Boletim da Fapesp de maio de 2012).

Antes disso, no início dos anos 70, Luzia havia sido encontrada por uma equipe de arqueólogos da Missão Arqueológica Franco-Brasileira, mas a ossada ainda não tinha esse nome. A pesquisa dessa missão aconteceu na cidade de Pedro Leopoldo, no sítio de Lapa Vermelha IV. Lá, foram encontrados os ossos do esqueleto de uma mulher jovem, que havia morrido há aproximadamente 12.000 anos. Diferente de outros esqueletos já encontrados até então na região, os pesquisadores constataram que a mulher não havia recebido as honras fúnebres, como é comum ocorrer com outros achados arqueológicos de esqueletos humanos. Os pesquisadores constataram que não havia ornamentos, instrumentos de trabalho, nem urna funerária etc. Os ossos estavam no fundo de uma gruta, e não foi possível identificar se a mulher havia sido jogada pelo grupo de caçadores-coletores com quem ela vivia, ou se havia caído no local por descuido. O restos mortais dessa mulher, que posteriormente foi chamada de Luzia, foram enviados ao Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ e ficaram lá por algum tempo esquecidos (LOPES, p. 36).

Em 1980, o bioantropólogo Walter Neves, durante uma viagem à Europa, visitou o Museu da Dinamarca, e lá realizou medições anatômicas e milimétricas de 15 crânios da coleção de ossadas enviada por Peter Lund, ainda no período colonial. Essas medições levaram em conta a projeção do nariz, a saliência das bochechas e outros dados estruturais dos esqueletos. De acordo com o histórico no Boletim da Fapesp [Revista Pesquisa FAPESP] (maio de 2012), os dados de Neves foram discutidos com o argentino Héctor Puciarelli, da Universidade Nacional de La Plata, com quem ele comparou os dados com estudos de crânios de outros povos. Ambos os cientistas constataram que os crânios encontrados por Lund no Brasil, no século XIX, tinham traços negroides como os dos africanos e australianos. Isso contrariava a teoria vigente até então sobre a origem asiática da população da pré-história brasileira, com os olhos amendoados. Ficava, assim, evidente que aqueles indivíduos que tinham vivido próximo ao lugar onde Luzia havia sido encontrada, tinham também traços “africanos, aborígenes da Austrália e nativos da Melanésia” (LOPES, p. 39).

Nos anos 1990, Walter Neves passou a realizar estudos na ossada da mulher que havia sido encontrada em Lapa Vermelha IV, e que estava esquecida no Museu Nacional. Os ossos dela foram comparados com os da ossada dos crânios encontrados por Lund, do Museu da Dinamarca, e com mais 30 novos crânios que haviam sido desenterrados em Lapa do Santo, com idade estimada de 8.000 anos. As análises confirmaram a “similaridade com africanos, australianos e melanésios”, assim como do grupo ali encontrado, ainda que tivessem idade mais recente (LOPES, p. 40).

Em 1999, o antropólogo forense britânico Richard Neave fez a reconstrução da face de Luzia e tornou conhecida a expressão fisionômica da mais antiga habitante da pré-história das Américas, com idade mais precisa de 11.500 anos (LOPES, p. 34). Após essa reconstrução, ficou confirmado que os traços de Luzia se assemelhavam mais aos dos habitantes da África e da Austrália, e não com a dos asiáticos, como em geral são identificados os indígenas atuais. A fisionomia africana de Luzia era a mesma dos outros 30 crânios de indivíduos encontrados em Lapa do Santo, Minas Gerais, só que eles estavam datados de um período posterior: entre 9.600 a 8.000 anos. Isso fez com que os pesquisadores identificassem todos esses achados como fazendo parte de um mesmo grupo, ainda que com idades diferenciadas. Assim, todos passaram a ser chamados de “o povo de Luzia”.

Os estudiosos acreditam que todos os povos que habitaram a América tenham a mesma origem africana. Contudo, aqueles que foram viver em ambientes mais frios assumiram traços diferentes, como é o caso dos olhos puxados, típicos da morfologia mongoloide, associados aos habitantes da Ásia. Os pesquisadores acreditam que essa característica tenha sido uma forma dos indivíduos – que viveram no período anterior e no término da Era do Gelo – utilizaram para se adaptar às condições climáticas das nevascas e ventos gélidos dos ambientes muito frios, protegendo os olhos do frio. Os demais grupos que foram para outros territórios, no entanto, mantiveram a “fisionomia conservadora” dos africanos. Outros grupos, devido às relações comerciais e sociais com os habitantes que tinham a morfologia mongoloide, adquiriram características mongoloides dos olhos puxados, em função do cruzamento entre as espécies (LOPES, p. 42-45).

Um outro tipo de estudo que vem sendo realizado mais recentemente é a análise dos marcadores da mitocôndria do DNA, também chamada de DNA mitocondrial (mtDNA). Essa metodologia vem sendo usada, também, nas pesquisas arqueológicas e servem para identificar o cromossomo materno (x) e paterno (y), que não aparecem embaralhados nesse tipo de análise. Por isso, é possível aos cientistas genéticos identificar a história evolutiva dos sujeitos pelos marcadores uniparentais do pai ou da mãe.

Em análises realizadas com o mtDNA de indígenas atuais (linhagem materna), foi encontrada semelhança maior com os modernos moradores da Sibéria. Foi identificada, ainda, uma semelhança mais rara com as tribos norte-americanas do oeste e do Canadá, do Oriente Médio, norte da África e Europa (LOPES, p. 49). Tais achados deixaram uma grande interrogação sobre a origem africana de Luzia e de seu povo, pois eles não tinham características siberianas, isto é, não apresentavam a morfologia mongoloide no crânio.

Estudos de crânios foram realizados pelo geneticista brasileiro Sandro Bonnato, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUC-RS, Maria Cátira Bortolini, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, e Fabrício Santos, da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, além do argentino Rolando González-José, do Centro Nacional Patagônico (este havia trabalhado com Walter Neves no formato do crânio de Luzia). Da colaboração científica entre eles, surgiu um modelo teórico para a explicar sobre a primeira população que colonizou as Américas. Segundo eles, o povo de Luzia descendia dos africanos, mas teria passado algum tempo na Beríngia, na fase em que as geleiras ainda estavam muito extensas pelo globo. A Beríngia era uma passagem de terra que ligava a Sibéria ao Alasca, possibilitando travessia a pé da Ásia para a América, em terra gelada, onde atualmente se encontra o estreito de Bering (LOPES, p. 42).

Assim, um grupo da população que vinha da Beríngia teria se destinado às Américas, separando-se, depois, em diferentes grupos, que adquiriram morfologias próprias e especializadas, de acordo com o ambiente em que se adaptaram para viver edependendo da direção seguida. Posteriormente, outros grupos menores vieram da Sibéria para as Américas, unindo-se à população local, e deram um perfil mongoloide clássico, típico siberiano, aos seus descendentes. Por isso, os crânios encontrados nas Américas, apesar de possuírem a morfologia mongoloide e australomelanésia, na verdade, descendem todos de um mesmo grupo vindo da África (LOPES, p. 50).

Em 2015, foram publicados dois estudos nas duas maiores revistas científicas do mundo: Nature e Science. Os artigos revelaram dados de análise total e sequenciada do DNA de antigos habitantes das Américas. Foram analisados esqueletos de antigos habitantes, assim como os materiais genéticos de populações atuais, nos quais estavam incluídos os nativos brasileiros. O artigo da revista Nature foi assinado por Maria Cátira Bortolini e Tábita Hünemeier. Nos estudos, elas procuraram identificar a semelhança que há entre os ameríndios com outros povos do mundo e encontraram semelhança com os povos siberianos, e um pouco de semelhança com os australomelanésios, entre alguns grupos nativos atuais do tronco linguístico Tupi. Dentre eles, estão os Karitiana, os Suruí (originários de Rondônia), e os Xavante, do tronco linguístico Jê. O bioantropólogo Walter Neves e seus colegas acreditam que esse “tempero genômico” australomelanésio muito antigo “poderia remontar às origens dos primeiros americanos” que habitaram o continente (LOPES, p. 52).

Os geneticistas vêm tentando esclarecer essa origem, dos grupos dos quais descende Luzia, a habitante mais antiga do continente. Eles acreditam que esses grupos teriam se miscigenado com os descendentes dos siberianos, quando ainda viviam na Beríngea. Esse grupo foi apelidado pelos cientistas de Ypykuéra, nome Tupi, que significa ancestrais e que também foi chamada de População Y, e que está sendo considerado aquele que gerou os nativos brasileiros. A hipótese é que quando vieram da Beríngea e chegaram nas Américas, essa população teria se miscigenado com os nativos americanos. Mas quando a População Y se expandiu para o sul do continente, desapareceu. É possível que Luzia tenha sido uma representante desse grupo, o que só poderá ser confirmado em pesquisas futuras (LOPES, p. 53).

Em 2002, em Lagoa Santa, interior de Minas Gerais, o biólogo Walter Neves (o mesmo que havia realizado análise dos crânios da coleção de Peter Lund na Dinamarca), desenterrou ossos de uma “preguiça-gigante e dente-de-sabre” (LOPES, p. 30 e 54). Essa descoberta deu indicações de que esses animais estariam presentes nesse local há 9.500 anos, isto é, dois mil anos depois que Luzia esteve ali. Em Sergipe, o paleontólogo Mário Dantas também encontrou fragmento de dente de preguiça-gigante. Tais achados fizeram supor a existência de uma megafauna na vida de caçadores-coletores da pré-história brasileira, nos tempos em que Luzia viveu.

Contudo, o número de achados arqueológicos que foram encontrados de grandes animais no Brasil é ainda muito pequeno para tal confirmação, quando comparado com os achados feitos no Novo México, Estados Unidos. Nesses locais, foram encontrados maior número de animais de grande porte como matutes-lanosos (Mammuthus primigenius). Por isso, quando é abordada a questão sobre a forma de vida dos primitivos povos caçadores-coletores do Brasil, as evidências mais aceitáveis é de que tenham sobrevivido “coletando muitos vegetais e dependiam da caça de médio e pequeno porte (veados, roedores, lagartos)” (LOPES, p. 55).

Atualmente, há vários questionamentos acerca do desaparecimento de animais de grande porte na pré-história do Brasil, e os dados de DNA de animais extintos levam à hipótese de que eles não tenham desparecido de repente, e sim exterminados por humanos. Há possibilidade de que as condições climáticas e a temperatura quente e intensa – quando terminou a Era do Gelo – tenham favorecido a possibilidade de caça mais fácil desses animais. As pontas de lança de quartzo, encontradas na caverna de Lagoa Santa, no interior de Minas Gerais, dão pistas para os cientistas levantar essa hipótese. Ali também foram encontrados: “restos de animais e plantas – e sepulturas”, além do esqueleto humano mais antigo do continente, que é o de Luzia (LOPES, p. 55-6).

O que chama a atenção dos pesquisadores, no entanto, foi a forma diferente e, até certo ponto requintada e bizarra, de como os peleoíndios – índios da pré-história que viveram em Lagoa Santa – tratavam os restos mortais de seus habitantes. A forma como eles foram encontrados leva a supor a existência de rituais que se diferenciam daqueles de outros povos que realizavam sepultamento secundário, isto é, acondicionando os ossos para serem levados à sepultura novamente num momento posterior.

O que foi constatado nos mais de 30 corpos examinados pelo arqueólogo brasileiro André Strauss – do Instituto Max Plank de Antropologia Evolutiva, da Alemanha, – é que havia muitas alterações na forma como os corpos mortos estavam dispostos. Segundo o que consta nas análises, os povos da pré-história pintavam os ossos; também arrancavam os dentes da boca de um indivíduo e o colocavam na boca de outro; expunham os crânios ao fogo; viravam o crânio de cabeça para baixo para servir de bacia para ossos de outros indivíduos; colocavam a cabeça de adulto no corpo infantil e cabeça de criança em corpo de adulto; e faziam decapitação. Os cientistas encontraram um crânio que estava com ossos da mão esquerda no lado direito, apontando para baixo, e da mão direita no lado esquerdo, apontando para cima (LOPES, p. 57).

Tais achados trouxeram muitas interrogações acerca da forma de pensar do povo de Luzia, com seus rituais fúnebres. Os pesquisadores acharam, também, muito estranha uma figura rupestre, encontrada na Lapa do Santo, que é uma das mais antigas do nosso continente, datada de 10,5 mil anos. Nela, aparece o desenho de um homem com um pênis ereto, com quase o mesmo tamanho das pernas. A cabeça do homem na pintura tem o formato de um C e as mãos possuem apenas três dedos. A figura foi apelidada de “Taradinho”, pelo bioantropólogo Walter Neves, devido à sua alusão ao sexo (LOPES, p. 58).

Muito antes de todas essas pesquisas serem realizadas, em 1973 foi iniciada uma pesquisa pré-histórica no Parque Nacional da Capivara, pela equipe da arqueóloga francesa Niède Guidon. Lá foram encontrados restos humanos, artefatos, “arte rupestre com recriações estilizadas da fauna, de danças, cenas de caça, de combate e de sexo” (LOPES, p. 59). A idade desses achados foi estimada em 50.000 anos, fazendo supor que seja esse o território mais antigo habitado no continente americano. Contudo, a comunidade científica internacional tem rejeitado o aval dessa antiguidade do sítio arqueológico brasileiro, considerando que os dados existentes ainda são inconsistentes, até o presente momento.

Por isso, o território de Monte Verde, no Chile, continua sendo considerado, pelos pesquisadores internacionais, como sendo o mais antigo das Américas, com idade de 13.000 anos. Ainda não foram encontrados restos humanos por lá, mas há evidências da presença humana no local, pois foram encontrados artefatos de origem animal, vegetal e fezes humanas fossilizadas (LOPES, p. 45-6). Há hipótese de que os habitantes que viviam ali morassem em cabanas cobertas com pele de mastodonte, mas não há dados para confirmar se eles passaram ou não pelo Brasil, durante a trajetória para chegar ao Chile.

As pesquisas continuam, e os cientistas Sérgio Danilo Pena, da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG e Walter Neves, bioantropólogo da Universidade de São Paulo analisaram 14 crânios de indígenas da etnia Botocudo, devido a suspeita de que possam ser eles os descendentes de Luzia. Os Botocudo (Eles) são falantes da língua jê e têm um histórico de ser um dos mais resistentes povos que reagiram à invasão dos europeus, no período da colonização e foram subjulgados somente no início do século XIX, por ordem de Dom João VI.

Na pesquisa realizada com os crânios dos Botocudo foi constatada a presença de marcadores genéticos típicos das populações da Polinésia em dois indivíduos (LOPES, p. 60). Os pesquisadores analisaram as características cranianas desses povos e encontraram afinidades entre eles e os paleoíndios, o povo de Luzia. Mas a presença dos marcadores genéticos da Polinésia deixaram a dúvida se os ossos analisados por Pena tenham sido trocados no museu onde se encontravam ou não. Por isso, a incógnita sobre quem é Luzia e seu povo, e se eles deixaram ou não descendentes, ainda continua.

O presente texto é uma releitura do livro “1499: O Brasil antes de Cabral”, de autoria do jornalista Reinaldo José Lopes, formado pela Universidade de São Paulo, mestre e doutor em literatura inglesa, colunista e blogueiro da editoria de Ciência do jornal Folha de São Paulo. Ele produz reportagens sobre o trabalho de cientistas que investigam o passado remoto e por isso seu livro apresenta informações sobre várias áreas de conhecimento, dentre elas arqueologia, paleontologia e biologia evolutiva.

Fontes:

AZEVEDO, Ana Lúcia. O crânio de Luzia, a mais antiga habitante das Américas, pode ter desaparecido no incêndio do Museu Nacional.

BETTIM, Felipe. Como Luzia, a mulher mais antiga do Brasil, renasceu das cinzas.

HECKENBERGER, Michael J.; KUIKURO, Afukaka; KUIKURO, Urissapá Tabata; RUSSELL, J. Christian; SCHMIDT, Morgan; FAUSTO, Carlos; and FRANCHETTO, Bruna. Amazonia 1492: Pristine Forest or Cultural Parkland?. Sep. 2003, Science 301: p. 1710-1714.

LOPES, Reinaldo José Lopes. Luzia: a vítima mais preciosa do incêndio do Museu Nacional.

WATANABE, Phillipe. Luzia, fóssil humano mais antigo das Américas, faz parte de acervo do Museu Nacional.

PIVETTA, Marcos. A América de Luzia. Boletim Fapesp de maio de 2012.

Leia o artigo de apresentação da série:

Uma releitura do livro “1499: o Brasil antes de Cabral” – apresentação da série

Onde encontrar o livro?

LOPES, Reinaldo José

1499: O Brasil antes de Cabral

Rio de Janeiro, Harper Collins, 2017

A fotografia que abre este artigo mostra o crânio de Luzia em exposição no Museu Nacional, em 2017.

Elvira Eliza França é mestre em Educação pela UNICAMP, especialista em Programação Neurolinguística pelo NLP Comprehensive dos EUA e graduada em Comunicação pela Universidade de Mogi das Cruzes (SP). É autora dos livros: “Crenças que promovem a saúde: mapas da intuição e da linguagem de curas não-convencionais em Manaus, Amazonas” editado pela Valer e Secretaria de Cultura e Turismo do Amazonas (2002); “Corporeidade, linguagem e consciência: escrita para a transformação interior” (1995), “Dimensões interiores da escrita: a voz da criança interior” (1993), “Do silêncio à palavra: uma proposta para o ensino da filosofia da educação” (1988) e “Filosofia da educação: posse da palavra” (1984), publicados pela Editora Unijuí (RS).