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Clipping Ministério do Planejamento

Uma nova gestão em construção para o instituto

Publicado em 05 novembro 2012

Fundado por D. Pedro II, o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) foi inaugurado em 1887 com a denominação de "Imperial Estação Agronômica de Campinas". Surgiu para dar suporte à cafeicultura, mas atualmente se dedica a várias frentes. Foram estabelecidos cinco programas prioritários de pesquisa: bioenergia, segurança alimentar, sustentabilidade, mudanças climáticas e produtos inovadores.

O diretor-geral do IAC, Hamilton Humberto Ramos, que assumiu o cargo há um ano e meio, desenha uma nova gestão. O orçamento da instituição na internet deverá estar disponível até o fim deste ano. Além do orçamento, o foco também está na gestão em pesquisa, cujas metas já podem ser acompanhadas online.

Com qualidade científica reconhecida internacionalmente, o IAC tem de melhorar sua imagem institucional, segundo Ramos. Ao longo desses 125 anos de atividades, o instituto desenvolveu 900 variedades de 66 espécies de plantas. O feijão mais consumido no país - o carioca- é resultado de pesquisas do IAC e variedades de mandioca do órgão ocupam cerca de 80% das lavouras em São Paulo e Minas, entre outras conquistas.

O orçamento não constitui o principal problema para a instituição, conforme o diretor-geral. Segundo ele, de 2007 a 2011 houve um aumento de 53% do volume de recursos estaduais para o IAC, a maior instituição da Apta (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios).

Mas, de 2011 para 2012, houve redução de R$ 5,85 milhões para R$ 4,85 milhões, sem considerar gastos com pessoal. A iniciativa privada e fundações contribuíram com R$ 16,18 milhões este ano, ante R$ 16,41 milhões em 2011. Somando com a verba das agências de fomento, como CNPQ, Fapesp, e com o fundo constituído por meio da comercialização de sementes, o orçamento para este ano é estimado em R$ 29,54 milhões, queda de 2,8% sobre 2011. Para as despesas com pessoal, o Estado arca com cerca de R$ 30 milhões ao ano.

O maior gargalo do IAC, na avaliação do diretor-geral, é a falta de pesquisadores. "É preciso concursos mais frequentes para recompor nosso quadro", afirma. O último concurso para pesquisador foi realizado em 2003, com nomeação a partir de 2005. Em 1991 eram 231 pesquisadores científicos contra 170 este ano. A meta é voltar a ter 230 profissionais dedicados à pesquisa. "Mas não é nada insolúvel, é possível fazer a gestão", acredita.

Atualmente, existem 457 projetos de pesquisa em andamento na instituição, sendo 190 (41,5% do total) bancados por agências de fomento. O restante é mantido pela iniciativa privada e por recursos do Tesouro Estadual.

Fonte: Valor Econômico