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Uma agenda para as doenças esquecidas

Publicado em 07 abril 2021

Por Fabrício Marques | revista Pesquisa FAPESP

A OMS apresenta um roteiro de desafios para mudar até 2030 o panorama das moléstias tropicais negligenciadas

Para enfrentar a emergência sanitária do novo coronavírus, governos e cientistas conseguiram desenvolver em menos de um ano um portfólio de vacinas baseado em diferentes tecnologias e começaram a aplicar sete formulações de imunizantes. A prioridade clamorosa da Covid-19 contrasta com a sina de um grupo de doenças infecciosas que atinge a humanidade há muito tempo, sem que a pesquisa científica e políticas públicas consigam articular esforços para extingui-las ou neutralizá-las. Um relatório lançado em janeiro pela Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou a situação de 20 dessas moléstias, chamadas de doenças tropicais negligenciadas. Em comum, elas atingem predominantemente pessoas e países pobres – o que ajuda a explicar os investimentos insuficientes em prevenção, diagnóstico e tratamento.

Resultado do trabalho de mais de 50 técnicos e especialistas, o documento mostra um conjunto de avanços no combate a essas doenças desde uma reunião ocorrida em Londres, na Inglaterra, em 2012 – na ocasião, representantes de governos, das empresas farmacêuticas, do Banco Mundial, da OMS e da Fundação Bill & Melinda Gates estabeleceram um roteiro para enfrentá-las. O resultado foi que, nesses oito anos, 600 milhões de pessoas saíram da zona de suscetibilidade às doenças negligenciadas e 42 países conseguiram se livrar de pelo menos uma delas.

Veja o texto na íntegra: Revista Pesquisa Fapesp