Notícia

Jornal da USP online

Um programa bem-sucedido

Publicado em 18 fevereiro 2014

O seminário do programa Biota-Fapesp, realizado no dia 10 passado, na sede da Fapesp, em São Paulo – tema da matéria publicada nas páginas 6 e 7 desta edição –, fez lembrar algo que nem sempre é citado e comentado pela sociedade paulista.

Está-se referindo ao fato de que o programa Biota-Fapesp, iniciado em 1999, representa uma das mais eficientes ferramentas para a preservação da mata atlântica. Graças às variadas pesquisas multidisciplinares realizadas no âmbito desse programa, tem-se agora um conhecimento mais profundo sobre a fauna e a flora desse ecossistema, sobre os processos de formação da biodiversidade e sobre o potencial econômico e terapêutico dessa riqueza biológica.

E esse conhecimento, evidentemente, é um pressuposto essencial para qualquer política voltada para a preservação da mata atlântica.

Como exemplo, basta citar o trabalho das pesquisadoras Cristina Miyaki e Ana Carnaval, citado na matéria. As cientistas conduzem um trabalho que deve fornecer a previsão de possíveis cenários para o futuro da biodiversidade na mata atlântica. Como explicam Cristina e Ana, o trabalho é feito por meio de coleta de informações genéticas e mapeamento de espécies, combinados com dados de estações meteorológicas. Com isso, cria-se um modelo que permite entender qual é o clima ideal para as espécies estudadas.

A mata atlântica é um dos maiores biomas do Brasil – e também um dos mais ameaçados. Preservá-la é uma necessidade premente. E, para isso, a ciência pode dar uma grande contribuição. Daí a importância de um programa tão bem-sucedido como o Biota-Fapesp.