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Jornal da Tarde

Um novo serviço de domínios já está disponível

Publicado em 06 dezembro 2001

Por PATRÍCIA TEIXEIRA - Jornal da Tarde
Os usuários passam a ter mais uma alternativa, além da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - Fapesp, para registrar um domínio. O Brasil Online oferece o serviço DomíniosBOL, que vende domínios e e-mails personalizados. Segundo o diretor-geral do BOL, Victor Ribeiro, "o provedor faz o papel de despachante, cuja função é intermediar a empresa ou pessoa física e o cadastro de domínio". "O BOL registra diretamente no Icann (entidade norte-americana responsável pelas normas de domínio da internet)." As extensões oferecidas são .com, .net e .org. O usuário compra um endereço personalizado, como www.seunome.com e ganha cinco contas de e-mail personalizadas (patrida@seunome.com, por exemplo). Os domínios são vendidos por um período de um ano e a anuidade custa R$ 99. Quem quiser mais contas de e-mail deve comprar um lote de cinco contas, que custa R$ 69,90. COMO FAZER OS REGISTROS Para fazer o registro, o caminho é dominios.bol.com.br. O primeiro passo é checar se o domínio desejado já foi cadastrado. Digite-o no campo de pesquisa. O resultado é imediato. Depois de passar pelo processo de escolha do registro, vá ao caixa para pagamentos: a única forma é o cartão de crédito. Outro meio de registrar domínios é diretamente com a Fapesp. A entidade cadastra diferentes extensões. Os mais procurado são com.br, com quase 400 mil domínios, e org.br, com aproximadamente 9,5 mil. Há também domínios para profissionais liberais. O Registro (registro.br) é o canal online responsável por pesquisar e registrar os domínios .br. Cada endereço custa R$ 40 no ato da inscrição e R$ 40 de anuidade. A hospedagem fica por conta do proprietário. DOMÍNIOS MAIS SOLICITADOS NA FAPESP Entidades com.br - 398.245 org.br - 9.279 ind.br - 2.752 inf.br - 1.230 tur.br - 1.090 srv.br - 1.061 art.br - 909 gov.br - 660 UNIVERSIDADES br - 1.404 edu.br - 219 PESSOAS FÍSICAS nom.br - 2.857 PROFISSIONAIS LIBERAIS adv.br - 2.643 med.br - 1.243 eti.br - 1.211 eng.br - 1.043 pro.br - 753 arq.br - 483 adm.br - 476 ppg.br - 441 odo.br - 433 PROGRAMA VALORIZA RESÍDUOS DA MADEIRA Começa aprimoramento genético do eucalipto As tecnologias para o uso racional da madeira e seus resíduos, desenvolvidas ao longo dos últimos 30 anos pelos pesquisadores do Laboratório de Produtos Florestais (LPF), do Ibama, estão sendo postos à disposição do empresariado e dos órgãos governamentais. "E preciso valorizar a madeira e seus resíduos e, para isso, essas tecnologias ensinam como tratar e utilizar adequadamente os produtos florestais para garantir sua perenidade às futuras gerações", informa Waldir Ferreira Quirino, especialista em valorização energética de resíduos, do LPF. - São noções básicas e técnicas destinadas ao uso sustentável dos recursos florestais, como evitar o desperdício e viabilizar a utilização do pó de serragem e pequenos pedaços deixados nas serrarias durante o processamento - acrescenta. A Secretaria de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o LPF, deu início em Mato Grosso, na semana passada, à primeira de uma série de 14 cursos para capacitar 420 agentes multiplicadores em valorização da madeira. - Os cursos pretendem repassar a madeireiros, membros de sindicatos, funcionários de órgãos estaduais e municipais ligados ao setor, toda a tecnologia capaz de agregar valor aos produtos florestais -informa a secretaria do MMA. As empresas Votorantim, Ripasa, Suzano e Duratex formaram consórcio para financiar parte do seqüenciamento genético do eucalipto, projeto Eucalyptus Genoma Sequencing Project Consortium, do qual a parceira estatal é a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Visa o aprimoramento das principais variedades do eucalipto plantadas no Brasil, para celulose e papel, para madeira aglomerada e para carvão vegetal guseiro. Se chegar a desenvolver uma árvore mais rica em celulose, tornará o Brasil o produtor mais competitivo de papel no mundo. US$ 1,3 MILHÃO As quatro empresas estão investindo, nesta primeira fase do seqüenciamento, US$ 500 mil. Já a Fapesp está entrando com US$ 530 mil. A tecnologia que visa desenvolver árvores melhoradas geneticamente em um prazo máximo de 5 anos estará disponível para as financiadoras. O projeto integra o dos Genomas Agronômicos e Ambientais da Fapesp. Dele faz parte o projeto genoma do amarelinho, que mapeou a Xylella fastidiosa, causadora da praga que ataca os laranjais brasileiros, e o do mapeamento do genoma da cana-de-açúcar, para melhorar a produtividade de sacarose. O objetivo quanto ao eucalipto é identificar os genes ligados aos problemas que comprometem o desenvolvimento da árvore, obetivando elevar a produtividade de celulose das florestas homogêneas existentes no País. O mapeamento será feito por meio da identificação e análise dos genes da madeira, raízes, folhas e flores da espécie. O projeto das quatro indústrias de celulose, papel e madeira aglomerada, e da Fapesp, está sendo identificado internacionalmente pela sigla Forests (florestas, em inglês). O eucalipto, árvore originária da Austrália, será a primeira a ser mapeada no Brasil. O eucalipto é usado pelas indústrias de polpa, papel e celulose desde os anos 1940. A planta está bem adaptada ao clima brasileiro. A indústria florestal que utiliza o eucalipto como matéria-prima responde por cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e 8% das exportações nacionais. O setor emprega cerca de 150 mil pessoas. Atualmente, o Brasil é o maior produtor mundial de popa e papel de eucalipto. O projeto contara com recursos do programa Parceria para Inovação Tecnológica (Pite), da Fapesp. Desde 1998, o Pite apoiou 55 projetos, alguns já concluídos e outros ainda em curso. Em média, 60% dos custos das pesquisas propostas são bancadas pelas empresas e o restante pela Fapesp nas parcerias estabelecidas no Pite.