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Últimos ajustes para lançamento do Cbers

Publicado em 04 setembro 2007

Técnicos brasileiros e chineses fazem preparativos finais do satélite de sensoriamento remoto CBERS-2B, que deverá ser lançado da China entre os dias 19 e 21 de setembro


O Cbers-2B, terceiro satélite do programa do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers), está previsto para ser lançado entre os dias 19 e 21 de setembro a partir da base de Taiyuan, na China.

O Longa Marcha 4B, que será o lançador do satélite, chegou ao centro técnico da base na última semana de agosto.

 "O satélite está pronto e agora vai para uma sala especial para o enchimento dos tanques de propelente. Até o dia 6 de setembro, o satélite será colocado na coifa do lançador, ainda no centro técnico, e então será transportado para a base de lançamento", disse Ricardo Cartaxo.

Cartaxo é coordenador do Programa Cbers no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que está acompanhando na China o trabalho em conjunto dos técnicos dos dois países.

Segundo o Inpe, a etapa de integração e testes do satélite com o lançador, assim como a preparação para o lançamento, continua até 18 de setembro. A partir do dia 19 começa a "janela" de lançamento, o momento programado para o envio, que vai até 21 de setembro.

No Brasil, a missão de desenvolver e construir satélites cabe ao Inpe.

Na China, cabe à Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (Cast). O satélite foi montado, integrado e testado na sede do Inpe, em São José dos Campos (SP).

Em abril, o satélite foi levado para a China, onde passou por nova bateria de ensaios para completar o ciclo de testes e verificar a presença de eventuais problemas em sua estrutura durante a viagem.

No Centro de Lançamentos de Satélites de Taiyuan, foram realizados novos testes para verificar a interface entre satélite e lançador e, também, destes com o centro de controle de lançamento.

O Cbers-2B é quase uma réplica do Cbers-2, que está em órbita e gera imagens há três anos. Assim como este, o Cbers-2B conta com três câmeras a bordo: CCD, WFI e HRC.

As duas primeiras são câmeras que já voam no Cbers-2, enquanto a HRC é uma câmera pancromática de alta resolução (2,5 m) que substitui a câmera IRMSS (Infrared Multispectral Scanner).

O satélite tem como objetivo garantir que o fornecimento de imagens iniciado em 1999 com o Cbers-1 não seja interrompido. A vida útil projetada dos satélites Cbers 1, 2 e 2B é de dois anos e a dos satélites Cbers 3 e 4 é de três anos.

O Cbers-1 operou com sucesso até agosto de 2003, além de sua vida útil, êxito que está se repetindo com o Cbers-2. O lançamento do Cbers-3 está previsto para 2009, e o do Cbers-4, para 2011.

O programa Cbers, em parceria com a China, colocou o Brasil entre as nações que detêm a tecnologia do sensoriamento remoto, estratégica para o monitoramento ambiental, aplicações como mapas de queimadas e desflorestamento da região amazônica e estudos na área de desenvolvimento urbano nas grandes capitais do país.

Segundo o Inpe, hoje o Brasil é o maior distribuidor de imagens de satélite no mundo, graças à política de distribuição gratuita implantada em junho de 2004. Desde então, foram distribuídas mais de 300 mil imagens a usuários do território brasileiro.

Cerca de 1,5 mil instituições, entre órgãos públicos, Universidades, Centros de Pesquisas e ONGs, além da iniciativa privada, utilizam as imagens do satélite sino-brasileiro.

Mais informações: http://www.inpe.br

(Agência Fapesp, 4/9)