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G1

UFU integra estudo internacional sobre disseminação do coronavírus no Brasil

Publicado em 25 julho 2020

Um trabalho sobre o coronavírus feito por pesquisadores de 15 instituições brasileiras, entre elas, a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), e britânicas, como a Universidade de Oxford, foi publicado na revista Science na última quinta-feira (23). A revista é uma das referências mundiais em artigos científicos.

Segundo os pesquisadores, se trata do maior estudo de vigilância genômica do SARS-CoV-2 na América Latina, que abordou fatores de transmissão e validou a importância do isolamento social.

A cientista da UFU que integra o estudo é a mestranda Giulia M. Ferreira (foto), vinculada ao Laboratório de Virologia e ao Programa de Pós-Graduação em Imunologia e Parasitologia Aplicadas, do Instituto de Ciências Biomédicas.Veja no fim da matéria as notícias sobre pesquisas da UFU na pandemia.

Conforme divulgou a Universidade em portal oficial, ela contribuiu diretamente com a parte experimental, que foi realizada no Instituto de Medicina Tropical de São Paulo.

Pesquisa

De acordo com o levantamento, o novo coronavírus (SARS-Cov-2) teve mais de 100 introduções diferentes no Brasil, que ocorreram principalmente em cidades que recebem voos internacionais, como Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP).

A maioria (76%) teve origem europeia e passou por uma mutação proteica associada à forma mais grave da Covid-19.

Genoma

Estas informações foram obtidas a partir do sequenciamento de 427 genomas do novo coronavírus, com amostras colhidas de "pacientes positivos" entre os meses de março e abril de 85 municípios brasileiros.

Transmissão

Ainda conforme a pesquisa, os cientistas combinaram dados genômicos, epidemiológicos e de mobilidade humana para investigar a transmissão em diferentes escalas e o impacto das medidas de intervenção não farmacêuticas no controle da epidemia no Brasil.

Isolamento social

Dentre pontos importantes, destaque para a questão do isolamento social e as justificativas científicas. O estudo revelou ele ajudou ajudou a diminuir as taxas de transmissão.

Antes, uma pessoa transmitia o vírus, em média, para outras três. Depois do isolamento, essa média caiu para 1 a 1,6. Porém, a redução não foi suficiente para conter a disseminação do vírus pelo país.

Brasil e Inglaterra

A pesquisa começou com uma atividade do Centro de Genômica e Epidemiologia de Arbovírus entre pesquisadores brasileiros e britânicos e se estendeu a outras instituições. O trabalho foi desenvolvido com o apoio da Fapesp, Fapemig, Faperj, MRC, Wellcome Trust, MCTIC, Finep, Capes, CNPq, INCT. 

Veja últimas notícias relacionas a pesquisas da UFU na pandemia:

Ranking recente

Nesta semana, o G1 divulgou que, pela primeira vez, a UFU figurou na lista das melhores da América Latina e do Caribe, da organização internacional Times Higher Education. No geral, a UFU ficou na 55ª posição. Já entre as 61 universidades brasileiras analisadas pelo ranking, a instituição com sede em Uberlândia ficou na 29ª colocação.

Entre as universidades mineiras, a UFU ficou na 4ª posição, atrás apenas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Universidade Federal de Lavras (UFLA).