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Jornal do Commercio (PE) online

UFPE é a terceira instituição de ensino no Brasil em pesquisas sobre Inteligência Artificial

Publicado em 20 maio 2020

Por Vanessa Moura

A maior parte das produções da Universidade vêm do grupo de Inteligência Artificial do Centro de Informática (CIn), o mais antigo do país

Um levantamento feito pelo Portal Pesquisa, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), constatou que a Universidade Federal de Pernambuco é a terceira instituição de ensino superior do país com o maior número de publicações científicas em Inteligência Artificial (IA). A UFPE ficou atrás apenas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade de São Paulo (USP), com 395 e 860 publicações, respectivamente. O relatório divulgado pelo Portal reúne dados desde 2010.

Na universidade pernambucana, a maior parte destes trabalhos desenvolvidos vem do Centro de Informática (CIn) da UFPE, que dispõe de um grupo de Inteligência Artificial com mais de 20 professores voltados à pesquisa no ramo. De acordo com Teresa Ludermir, líder do grupo de IA do Centro e professora de graduação e pós-graduação, a boa colocação da universidade é resultado "do trabalho do grupo mais antigo do país na área", que iniciou suas atividades na década de 1970.

Dos trabalhos que são realizados na Universidade, a professora Teresa Ludermir destaca o projeto "Narizes Artificiais", que, com a utilização de redes neurais é capaz de atuar na detecção e reconhecimento de gases tóxicos, classificação de safras de vinhos, qualidade dos vinhos, detecção de fungos em UTIs e reconhecimento de padrões em geral. Além dos artigos “A new preference disaggregation TOPSIS approach applied to sort corporate bonds based on financial statements and expert's assessment” e “A fuzzy hybrid integrated framework for portfolio optimization in private banking”, dirigidos à área financeira.

Grupo

O grupo de estudos de Inteligência Artificial do CIn se iniciou após o professor Clylton Fernandes, atualmente aposentado, ter retornado de seu doutorado feito na Inglaterra, onde estudou Redes Neurais Artificiais. O pesquisador foi responsável por orientar Teresa Ludermir, que tornou-se a primeira pesquisadora de IA do Brasil. Hoje, quase 50 anos mais tarde, o grupo já formou cerca de 450 mestres e 120 doutores na área.

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