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UFMT participa da criação de primeiro OLED mato-grossense

Publicado em 24 julho 2013

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) deve conseguir, em breve, mais um registro de patente. Estudos da eletrônica orgânica desenvolvidos pelo grupo de pesquisa em Materiais Moleculares nos laboratórios de pesquisa do Instituto de Física (IF) e do Departamento de Química, levaram à criação do primeiro OLED (Diôdo Orgânico Emissor de Luz) mato-grossense.

O trabalho teve início com o projeto de iniciação científica (IC) sobre a Síntese e Caracterização Espectroscópica de Compostos de Coordenação de Zinco realizado pelo ex-aluno do curso de Química José Carlos Germino, hoje mestrando na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A pesquisa foi orientada pelos professores da UFMT, Anderson M. Santana, do Departamento de Química, e Romildo J. Ramos, do Instituto de Física.

A indústria eletrônica tem como base o uso de dispositivos semicondutores fabricados com materiais inorgânicos, sendo o silício seu elemento principal. Contudo, vem surgindo no cenário tecnológico uma nova classe de semicondutores baseados no elemento carbono (que pertence à mesma família do silício na Tabela Periódica), conhecidos como eletrônica orgânica.

Um dos estudos dessa nova eletrônica concentra-se na obtenção de uma ou mais moléculas que, quando combinadas resultam em luz branca, que seria empregada para iluminação de médio e grande porte, com um consumo de energia muito menor que aquele das lâmpadas incandescentes.

O grupo de pesquisa em Materiais Moleculares vem desenvolvendo ao longo dos últimos três anos, em seus laboratórios, compostos de coordenação eletroluminescentes, sendo eles “compostos que são resultado da combinação de moléculas orgânicas e íons metálicos e que emitem luz colorida ao servirem como meio de propagação de corrente elétrica”, destacam os pesquisadores. As inovações do estudo concentram-se no uso de um metal barato como zinco, ao contrário de outros grupos de pesquisa que investem em metais caros e raros como o irídio. O zinco aumenta o potencial luminescente de algumas moléculas empregadas nas pesquisas.

A pesquisa contou ainda com a colaboração do Grupo de Eletrônica Molecular da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e do Grupo de Fotofísica e Fotoquímica do Instituto de Química da Unicamp, onde estão sendo aperfeiçoados os dispositivos OLED. Esta pesquisa é desenvolvida junto ao Instituto Nacional de Eletrônica Orgânica (INEO), fomentado pela FAPESP/CNPq/FINEP e encontra-se pronta para pedido de registro de patente, aguardando encaminhamento do Escritório de Inovação Tecnológica (EIT/UFMT). Outros pesquisadores envolvidos neste trabalho são os professores Edson Ferreira Chagas (IF-UFMT), Ricardo Rodrigues de França Bento (IF-UFMT), Fernando Fonseca e Dr. Gérson dos Santos (Escola Politécnica) e Tereza Atvars (Unicamp), atualmente orientadora de José Carlos.

Da Redação