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Diário de Natal

Ufersa solta balões para estudar as nuvens em Mossoró

Publicado em 08 abril 2011

A partir desta sexta-feira, 8, os mossoroenses não se surpreendam ao identificar algum objeto estranho subindo ao céu. Trata-se de uma pesquisa sobre os processos físicos que ocorrem no interior das nuvens, desenvolvidas por instituições nacionais e internacionais, incluindo, a Universidade Federal Rural do Semi-Árido. A proposta do estudo é melhorar a qualidade da estimativa de precipitação por satélite, radar e também o skill dos modelos de previsão numérica de tempo.

Ao todo, serão 40 balões que serão soltos no campus da UFERSA Mossoró. Os balões, cada um com custos de aproximadamente R$ 3 mil, serão arremessados em intervalos de seis horas. Os balões meteoreológicos serão soltos do Departamento de Ciências Exatas e Naturais. O experimento começa hoje e vai prosseguir até o dia 17 de abril, em quatro horários distintos: 9h, 15h, 21h e 3h da madrugada, com o primeiro lançamento ocorrendo na tarde desta sexta-feira, 8.

O Projeto Chuva, como foi intitulado, conta com a participação do INPE, a USP, a AEB e a NASA. Ontem à noite, 7, no Auditório do CTARN, o professor e coordenador local do projeto, Rafael Castelo, explicou para estudantes da UFERSA, a metodologia que está sendo aplicada na pesquisa que contará com a participação de estudantes voluntários da UFERSA.

Aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP, em 2010, o Projeto irá colher dados mais concretos sobre as chuvas o que possibilitará uma previsão mais exata sobre a pluviosidade para uma determinada região. Segundo o professor Rafael Castelo, são informações como temperatura, umidade e pressão atmosférica.

A Radiossonagem, nome dado ao procedimento experimental do projeto, foi iniciado em 2010, a partir da cidade de Alcântara - MA. Trata-se da utilização de balões lançados ao ar, onde, neles, são acopladas caixas com sensores. "Enquanto ele sobe, um computador, interligado aos sensores, faz a medição de dados como a temperatura, umidade e pressão atmosférica", explicou o professor.