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UFCG coordena projeto internacional para otimizar pesquisas

Publicado em 06 junho 2018

Um projeto internacional coordenado pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) na área de Aplicações Avançadas da Internet pretende otimizar a realização de pesquisas científicas que exijam armazenamento e processamento de grandes massas de dados.

Denominado Mercurius, o projeto envolve nove instituições em três países (Brasil, Espanha e Itália) e tem o caráter de suporte à e-Ciência, um forma de fazer ciência apoiada na intensa utilização de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC).

“As TIC não só permitem um nível de interação e troca de experiências muito mais rápida e eficaz entre os pesquisadores localizados em qualquer parte do planeta, mas também o processamento de modelos cada vez mais complexos e a análise de enormes massas de dados “, esclarece o professor Francisco Brasileiro, que coordena o projeto.

Segundo ele, em algumas pesquisas, a dependência de infraestruturas computacionais com grande capacidade é tão grande que a única alternativa é a integração de infraestruturas operadas por diferentes instituições, o que normalmente ocorre através da federação de serviços. O objetivo do projeto Mercúrio é investigar novas formas de federar serviços, que garantam a operação eficiente, justa e sustentável destas infraestruturas computacionais.

Um dos estudos de caso que integram a pesquisa deve ter impacto direto nos estudos sobre o processo de desertificação do Semiárido nordestino, realizados pelo Instituto Nacional do Semiárido (INSA). É que, embora os satélites Landsat produzam grandes quantidades de dados, apenas uma pequena parte é efetivamente usada para a pesquisa científica e aplicações operacionais.

“O grande desafio está na redução do tempo necessário para concluir o processamento e na ampliação da capacidade de armazenamento, para que um pesquisador seja capaz de analisar rapidamente áreas de centenas de quilômetros quadrados de um bioma como a caatinga, ao longo de dezenas de anos de imagens produzidas, combinando diferentes sensores, resoluções espaciais e temporais e tudo isso em um ambiente interativo, preferencialmente web”, destaca Francisco Brasileiro.

Além da UFCG, o projeto Mercurius conta com a participação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), da Universidade Politécnica de Valência (UPV), do Centro euro-Mediterraneo sui Cambiamenti Climatici (CMCC), da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia (LIneA) e de empresas especializadas em desenvolvimento de software (Infax e T&T). É financiado com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em parceria com Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Comitê Gestor da Internet no Brasil.

(Ascom UFCG, com dados da RNP)