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Diário da Manhã (GO) online

UEG discute mestrado em Química

Publicado em 27 abril 2005

A viabilização de um mestrado próprio, possivelmente na área de Química, foi um dos assuntos tratados hoje, em Anápolis, pelo pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UEG, Ricardo Caetano Rezende, e pelo assessor Stricto sensu da PrP, professor Hamilton Barbosa, com o diretor do Centro de Biotecnologia Molecular Estrutural da Fapesp, professor Glaucius Oliva.
O professor Glaucius veio a Anápolis para visitar a UEG, os laboratórios farmacêuticos da cidade e ministrar uma palestra no Instituto de Gestão Tecnológica Farmacêutica (IGTF). Ele é a maior autoridade do Brasil na área de Cristalografia à Indústria Farmacêutica. Durante o encontro na reitoria da UEG, o professor explicou que a Cristalografia veio revolucionar o mercado da indústria farmacêutica.
"Antes era estudado primeiro o fármaco e só depois o receptor. Hoje isso mudou. Primeiro estuda-se o alvo, para depois estudar o fármaco", relatou. O professor citou o caso da Aspirina, que a indústria farmacêutica levou cem anos para descobrir a proteína do medicamento, a Cicloxigenase.
O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Ricardo Caetano, explicou o interesse da UEG em criar, no início de 2006, um mestrado próprio interdisciplinar envolvendo as áreas de Química, Biologia, Física e Farmácia, com enfoques profissionalizante e acadêmico. Ricardo solicitou apoio do professor Glaucius Oliva, que tem experiência na área. Em resposta, o professor prometeu abrir vagas para estágios no Instituto de Física da USP de São Carlos aos alunos que forem cursar o mestrado.
"A UEG está próxima a um grande centro farmacêutico e pode, com a implantação do laboratório de Cristalografia e com o mestrado, contribuir muito através de pesquisas acadêmicas, utilizando do intercâmbio com universidades que têm experiência", destacou o professor Glaucius.