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Vale Paraibano

Ubatuba pesquisa uso de agrotóxicos

Publicado em 21 março 2006

A Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Ubatuba (UPDU), no Horto Florestal, apresentou, em fevereiro, os resultados parciais do projeto de pesquisa "Absorção de herbicidas triazínicos em solos da Mata Atlântica", realizada pelo pesquisador Marcus Barifouse Matallo, do Instituto Biológico/Apta. O projeto, desenvolvido com recursos da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), faz parte das atividades da UPDU, chefiada por Eduardo Drolhe da Costa, que coordenou o evento.
Segundo Drolhe, a pesquisa é de interesse de todo Litoral Norte, porque da vegetação original da Mata Atlântica, que ocupava uma área de 1,3 milhão de quilômetros quadrados (ou 15% do território nacional), restam hoje apenas 7%, o que a coloca na posição de uma das florestas tropicais mais devastadas e ameaçadas do mundo. Entre as principais causas do desmatamento no Brasil, estariam a especulação imobiliária, a ampliação das fronteiras agrícolas e o assentamento rural. No Estado de São Paulo o município de Ilhabela é o que apresenta a maior área preservada do país (92%), seguido de Ubatuba (89%).
Para a pesquisa, foram escolhidas cinco áreas de Ubatuba com solos de diferentes classificações agronômicas, nos bairros da Casanga, Rio Escuro, Araribá e na Estação Experimental. Nesta fase, a pesquisa abrangeu cinco agrotóxicos, derivados da triazina, de uso generalizado tanto pela diversidade de pragas eliminadas, como pelo baixo preço. O objetivo é a formação de um amplo banco de dados sobre o Litoral Norte.